domingo, abril 30, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LIX

Adolf Hitler - Suicidou-se a 30 de Abril de 1945
É, contudo, por via eleitoral e com apoio parlamentar que consegue atingir o poder, começando imediatamente a colocar em prática uma política repressiva, quer contra os partidos de oposição (são abertos os primeiros campos de concentração para internar comunistas e social-democratas) quer contra os seus correligionários que lhe disputavam a liderança (assassinato de destacados dirigentes das SA na chamada Noite das Facas Longas). Ao mesmo tempo, em nome da pureza da raça ariana, Hitler enceta uma política de purificação eugénica, programando e executando uma campanha de eliminação física de deficientes mentais e outros "inúteis" e "anormais" e dando início a uma política persecutória destinada a exterminar os judeus, que são privados dos seus direitos e bens, expulsos dos seus lares, concentrados em ghettos e por fim executados em massa em campos de extermínio sob a alçada das SS, num Holocausto que virá a causar seis milhões de mortos aproximadamente.
A política externa hitleriana caracteriza-se por uma grande agressividade e conduz a uma guerra mundial que alastrou a quase toda a Europa, a parte da África setentrional e à Ásia (em conjugação com operações dos seus aliados italianos e japoneses, que com a Alemanha assinaram um pacto político-militar designado como Eixo anti-Komintern). Durou a guerra quase seis anos (1939-1945), saldando-se pela destruição completa ou quase completa de vastas regiões, pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas (os países mais afectados pela hecatombe foram a própria Alemanha e a URSS), terminando com a derrota de Hitler e dos seus aliados em todas as frentes de combate. Nos últimos dias do conflito no teatro de operações europeu, com as tropas soviéticas às portas da capital do seu Reich (o Império que, segundo o próprio Hitler proclamava, deveria durar mil anos), sentindo a derrota a aproximar-se inexoravelmente, suicida-se e o seu corpo é queimado por alguns dos seus acompanhantes (Abril de 1945). A Alemanha render-se-á pouco depois.

FDS - Imagens do Século XX - LVIII

Adolf Hitler - Suicidou-se a 30 de Abril de 1945
Dirigente da Alemanha nazi, nasceu na Áustria em 1889 e só se naturalizou alemão em 1932, mas desenvolveu toda a sua actividade política na sua pátria adoptiva. Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial, na frente ocidental, ferido e condecorado; desmobilizado, participaria nas acções dos Freikorps (Corpos Francos) organizados por elementos militares para reprimir as actividades dos esquerdistas que, causticados pelas dificuldades surgidas da guerra perdida e galvanizados pelo exemplo da revolução soviética (embora não comungassem de todos os ideais dominantes na Rússia revolucionária), procuravam fazer triunfar a revolução na Alemanha.
Ainda sob a orientação dos seus mentores militares, integra-se num pequeno partido de extrema direita, onde rapidamente ascende a posições de direcção, vindo a transformá-lo no Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (nazi é a abreviatura consagrada do nome alemão do partido), utilizando-o, mercê de uma oratória demagógica, vibrante e exaltada, para divulgar uma ideologia revanchista, baseada na ideia de uma derrota provocada por uma "punhalada nas costas" desferida por agentes de uma conspiração fantasiosa de plutocratas, judeus e bolchevistas, ao mesmo tempo que apregoa a necessidade de reerguer a nação alemã e de purificar a raça ariana e conquistar um "espaço vital" por onde esta se pudesse expandir. As suas ideias fundamentais foram explicitadas num livro escrito na prisão, após uma tentativa frustrada de golpe - o Mein Kampf (A Minha Luta), que se torna um guia ideológico e de acção para os seus partidários, primeiro dentro e depois fora da Alemanha.A acção dos seus partidários, organizados em milícias próprias (as SA), cedo se caracteriza pela violência contra os partidos de esquerda e os sindicatos e contra a minoria judaica, transformada em bode expiatório de todos os males da nação alemã gravemente afectada por uma séria crise económica e social.

sábado, abril 29, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LVII

1991 - EUA

Parada de Boas-Vindas em NY, ao soldados Norte-americanos após a "Guerra do Golfo". Uma mulher que quebra o protocolo, festeja efusivamente com um soldado.
The Associated Press Ltd

FDS - Imagens do Século XX - LVI

1949 - China
Implantação "diplomática" do regime comunista na China. Um elemento das forças do Kuomintang em acção, em Shangai.
Corbis UK Ltd

quarta-feira, abril 26, 2006

"Foi para Isto?" - II

"Apito Dourado": Valentim Loureiro diz que vai processar o Estado por "perdas e danos".

Evidentemente! Então o homem tem alguma culpa? Toda a gente sabe que este país só tem um criminoso e está devidamente preso, o Vale e Azevedo. Tudo o resto são "Anjinhos".
Já agora, quando é que afinal, as crianças envolvidas no processo "Casa Pia" são presas?

Triste Data

Tchernobil, 20 anos.

A ferida do acidente ainda está aberta, a começar pelos seus efeitos. A explosão do reactor 4 da central nuclear de Tchernobil, localizada na Ucrânia, dia 26 de Abril de 1986, lançou uma nuvem radioactiva sobre vários países da Europa. A maior parte precipitou- se sobre a Bielorrússia, Ucrânia e Rússia.

"Foi para isto?"

Vale a pena ouvir, às quartas-feiras na TSF. Por agora é só “linkar” no título.

José Pedro Gomes além de óptimo actor, é um excelente crítico social. Hoje na sua crónica da TSF, analisa o mau exemplo dado por alguns deputados da Nação e conclui com o seguinte slogan: “E foi para isto que se fez o 25 de Abril?”

terça-feira, abril 25, 2006

Tinha eu 8 anos

A Ditadura Militar instituída em 28 de Maio de 1926 deu origem ao Estado Novo idealizado e gerido por Salazar. Afastado este do poder, por doença incapacitante, a chefia do governo é entregue a Marcello Caetano que, entre outros problemas por resolver, herda uma guerra colonial em três frentes, sem solução militar à vista. Cansados da guerra, os militares profissionais encetam movimentações, acabando por encarar como única saída o derrube do regime pela força.Será o Movimento das Forças Armadas (MFA) que irá desencadear uma revolta militar em grande escala, conseguindo derrubar o regime sem o emprego da força e sem causar vítimas. Na noite de 24 para 25 de Abril, duas estações de radiodifusão lançam para o ar duas canções que irão adquirir um simbolismo particular (E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho, que soa como uma despedida do governo marcelista, e Grândola, Vila Morena, interpretada pelo poeta banido José Afonso, um conhecido opositor do regime, canção esta que transporta uma mensagem de conteúdo democrático ao evocar a vilazinha de Grândola, onde "o povo é quem mais ordena"), desencadeando as operações militares, superiormente coordenadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho.
Dois momentos de tensão se registam em Lisboa, ambos protagonizados por um jovem capitão de Cavalaria, Salgueiro Maia - um encontro com um destacamento de blindados obediente ao Governo, que por pouco não redunda em acção de fogo, mas que se resolve quando as tropas envolvidas se colocam às ordens de Salgueiro Maia; outro, horas mais tarde, quando o mesmo oficial manda abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR no Carmo, como forma de "persuadir" Marcello Caetano, que acaba por se render ao General António de Spínola, com medo de que o poder "caísse na rua".

segunda-feira, abril 24, 2006

Serviço Público - III

LISTA DOS DEPUTADOS "BALDAS"

PS
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Galamba
Ceia da Silva
José Junqueiro
José Lello
Maria Carrilho
Matilde Sousa Franco
Ricardo Freitas
Deputados que faltaram à votação
Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho
PSD
Deputados que faltaram à reunião plenária
Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa
Deputados que faltaram à votação
Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos
Carlos Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra
CDS-PP
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Pires de Lima
Pedro Mota Soares
Deputados que faltaram à votação
Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas
Lista enviada por e-Mail.

domingo, abril 23, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LV - O "Campo da Morte Lenta"

Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.
Criado pelo Estado Português em 23 de Abril de 1936.

FDS - Imagens do Século XX - LIV - Tudo "Boa Gente" - V

António de Oliveira Salazar

Político português, nasceu em 1889 em Santa Comba Dão (…)
(…) Em 1933, após fazer plebiscitar uma nova Constituição, enceta a construção de um Estado autoritário (o Estado Novo), com semelhanças nalguns pontos com a Itália de Mussolini (…)
(…) Manterá até ao fim da sua vida política a hostilidade ao parlamentarismo, a confiança nas elites iluminadas e nunca altera o discurso fortemente marcado pelo Catolicismo e pelo anticomunismo. Simultaneamente, permanece arreigado a conceitos imperiais na defesa de um Portugal do Minho a Timor, mesmo quando o quadro político internacional sofre transformações radicais e o País se encontra envolvido numa guerra colonial em três frentes (…)
(…) O Estado Novo criado por Salazar iria sobreviver, com numerosos sobressaltos, à sua morte política (ocorrida num vulgar acidente doméstico que terá como consequência a incapacidade física para continuar no exercício de funções e a perda da noção das realidades) e à sua morte física (que teve lugar em 1970), vindo a cair a 25 de Abril de 1974.
© 2004 Porto Editora, Lda.

FDS - Imagens do Século XX - LIII - Tudo "Boa Gente" - IV

1990
Saddam Hussein entrevistando um (receoso) rapaz Britânico, na televisão iraquiana, antes do ataque Aliado na guerra do Golfo.
Rex Features Ltd, London

FDS - Imagens do Século XX - LII - Tudo "Boa Gente" - III

1989
Nicolae e Elena Ceausescu da Roménia, segundos antes da execução.
Corbis Sygma

FDS - Imagens do Século XX - LI - Tudo "Boa Gente" - II

1935 - Berlin
Hitler inspeccionando a guarda de honra, para receber o novo embaixador da Polónia. Um ano antes tinha sido assinado o Tratado Germano-Polaco de não agressão, válido por um período de 10 anos.
Hulton Getty

FDS - Imagens do Século XX - L -Tudo "Boa Gente"

1935
Stalin aprovando um novo membro no Partido
Hulton Getty

sábado, abril 22, 2006

Noruega e Portugal - V

Mas tudo isto é tão verdade que não serve para nada, isto é se não mudam as mentalidades, tudo o resto muito devagar se modifica.
Duas histórias demonstrativas:
1.ª
Há cerca de 8 a 10 anos, um navio da Marinha Portuguesa em exercícios NATO, atracou na Noruega durante 5 dias. Um grupo de quatro indivíduos, alugou um automóvel para turismo. Chegados a uma portagem verificaram que em vez de cancelas, existia um funil grande (provavelmente para meter moedas) sem vigilância. Como ninguém obrigava a pagar portagem, os “chico espertos portugas” passaram sem pagar e ainda devem ter chamado “otários” aos noruegueses. Quando entregaram a viatura o dono do cartão de crédito verificou que lhe tinham sido descontados 30 contos na conta, para além do aluguer.
2.ª
Ontem estava num café da Amadora, às 19.00 horas a falar com A, quando chegou B (B trabalhou vários anos na Suécia). Passados 5 minutos de conversa, estão a buzinar e B vai retirar a viatura mal estacionada e quando regressa afirma: “Epá levei um sermão de um velhote agora mesmo. Eu sei que estacionei em cima da passadeira, mas também não é nenhum crime. Vim embora e deixei o homem a falar sozinho”. Eu perguntei, “Olha B, na Suécia também estacionavas na passadeira?” “Nem pensar”, respondeu B. “Então porque é que fazes isso cá?”. “Tás parvo? Isso não tem nada a ver, estamos em Portugal pá!”.

Portanto penso que esta mentalidade só mudará na próxima Glaciação. Até lá, sejamos felizes!

Noruega e Portugal - IV

"Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola. Nas gélidas terras dos vikings existem empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social."
"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam…por Messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios."
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
E-mail enviado por José Calado

Noruega e Portugal - III

"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, Helder Fernandes, o correspondente da TSF naquele país, afiançava há tempos que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos.
Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia. Para assuntos verdadeiramente importantes."
"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa."

Noruega e Portugal - II

"É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica."

Noruega e Portugal

Os textos a seguir apresentados, são textos que percorrem o espaço web, já há algum tempo, mas que pela sua pertinência, entendi publicar.

"Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um Serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros."

sexta-feira, abril 21, 2006

Bons Exemplos - II

Marinheiros apanham ladrões

Sete marinheiros portugueses – tripulantes da fragata ‘Vasco da Gama’ – foram ontem homenageados pelo presidente da Câmara de Wilhelmshaven, na Alemanha, por terem evitado um assalto e ajudado a apanhar dois violentos assaltantes. O navio da Armada está na Alemanha no âmbito de uma missão da NATO.

Contagem Decrescente - 3

EUA admitem acção militar unilateral contra Teerão

Extremam-se os campos em torno do programa nuclear iraniano, com Washington a não excluir uma acção unilateral contra o Irão e a pedir a Moscovo para cessar toda a cooperação nuclear com Teerão - incluindo a que se destina a fins civis - e a Rússia a garantir que, em caso de ataque, as suas forças não apoiarão nenhum dos lados. Já o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, excluindo, por ora, uma intervenção militar, alerta que os tempos "não estão para mensagens de fraqueza".
in Diário de Notícias
20 de Abril de 2006

quinta-feira, abril 20, 2006

IRONIAS - XLV - Mentalidades e Elites Nacionais

Benfica e a guerra colonial!!!

Para mostrar o poder do Benfica um pouco por todo o mundo deixamos aqui um excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à revista Visão, onde, às tantas, se evoca a guerra do Ultramar, em Angola.
«[...]
Visão: Ainda sonha com a guerra?
Lobo Antunes: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
L.A.: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista.
LA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?»

Fonte: e-Mail enviado por "Pantas".

quarta-feira, abril 19, 2006

IRONIAS - XLIV - Motivos de Orgulho Nacional


Nabo gigante orgulha casal.
Fenómeno: Legume com mais de um metro de diâmetro nasceu em Fronteira.

As contas públicas portuguesas pioraram em 2005 face ao ano anterior, apesar dos sacrifícios pedidos aos portugueses, traduzidos num aumento dos impostos e no recorde de cobranças fiscais. Alguns (muitos) deputados da Nação dão um péssimo exemplo na Assembleia da República e etc.
Mas temos um motivo de orgulho nacional! Um dos maiores (se não o maior) Nabo do mundo! E não me estou a referir à ilustre classe dirigente do nosso país.

IRONIAS - XLIII - Assinar o "Ponto"


Estou em período de reflexão, à semelhança de alguns (muitos) deputados da Nação. Como tal, só cá vim assinar o "Ponto".
Fui.

domingo, abril 16, 2006

Folore

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem. Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.
© 2004 Porto Editora, Lda.

Pesach

A Páscoa é a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação que terá ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canónico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.
A data é também uma importante data para os judeus (com o nome de Pesach, significando passagem), comemorando a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egipto, conduzidos por Moisés e passando pelo Mar Vermelho. A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do Inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir. A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “seder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, abril 15, 2006

EOSTRE

Eostre ou Easter era, na mitologia germânica, a deusa da fertilidade e do renascimento. Lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade a ela associados.
De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês), que se misturou e foi absorvida pelas comemorações judaico-cristãs.
Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março.
Eostre, que significa “a Deusa da Aurora”.
É uma Deusa anglo-saxã, teutónica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento.
Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
Posteriormente, a igreja católica acabou por associar sua Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Coelhinho da Páscoa

O “Coelhinho da Páscoa” foi exportado para a América por imigrantes alemães em 1699. A festa tradicional da Páscoa associa a imagem do coelho a um símbolo de fertilidade. No antigo Egipto, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. O mais importante é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem. Eles geram grandes ninhadas. São notáveis por sua capacidade de reprodução. Pois a Páscoa é reprodução, renascimento, vida nova, portando o coelho simboliza fidedignamente esta realidade.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, abril 14, 2006

Maria Madalena

Santa Maria Madalena
Francisco Venegas
c. 1590, óleo sobre tela
207 x 134 cm
Igreja da Graça
Lisboa, Portugal
Maria Madalena, que significa, provavelmente, "Maria de Magdala," uma localidade na costa ocidental do Lago de Tiberíades, é referida nos evangelhos (canónicos e apócrifos) como sendo uma seguidora de Jesus Cristo. Nada se sabe sobre ela, para além do que aparece nestes evangelhos. É festejada no dia 22 de Julho.
A tradição, sem qualquer fundamento bíblico, considera-a, muitas vezes, como a prostituta que, vivendo à mercê dos homens, pede perdão pelos seus pecados a Cristo. Este episódio é frequentemente identificado com o excerto do Evangelho de Lucas 7:36-50, ainda que aí não seja referido o nome da mulher em causa.
Esposa de Jesus?
Alguns escritores contemporâneos, principalmente os autores do livro de 1982, que em Portugal se intitulou O Sangue de Cristo e o Santo Graal,(Holy Blood, Holy Grail) e Dan Brown no romance O Código Da Vinci (2003), defendem que:
Maria Madalena era, de facto, mulher de Jesus Cristo, e que
Esse facto foi escondido por revisionistas cristãos paulinos que teriam alterado os evangelhos.
(...)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

SINAIS - VII - Contributos para um mundo melhor


Aliados distanciam-se das denúncias de irregularidades feitas por Berlusconi.

Parabéns ao povo italiano pela escolha!

quinta-feira, abril 13, 2006

Contagem Decrescente - 4


Irão reafirma que não vai suspender enriquecimento de urânio.

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - VIII - "Gazeta Parlamentar"

Quarenta por cento da maioria socialista, 49 dos 121 deputados, e dois terços da bancada do PSD, 50 num total de 75, faltaram às votações de ontem no Parlamento, que não se realizaram por falta de quórum.
Mas todos assinaram o Livro de Ponto.
Bons exemplos!

quarta-feira, abril 12, 2006

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - VII - (Notícias do Planeta ZOG)


O Supremo Tribunal de Justiça considerou como "lícito" e "aceitável" o comportamento da responsável de um lar de crianças com deficiências mentais, acusada de maus tratos a vários menores.
O Ministério Público recorreu, mas não lhe foi dada razão. O Supremo disse, aliás, que fechar crianças em quartos é um castigo normal de um "bom pai de família". E que as estaladas e as palmadas, se não forem dadas, até podem configurar "negligência educacional".
Os membros do STJ têm urgentemente de ser observados por especialistas de Psiquiatria.
E se recusarem, é metê-los num Quarto Escuro!

segunda-feira, abril 10, 2006

IRONIAS - XLII - Cristo, o Traidor

Ontem o National Geographic Channel exibiu ao mundo, a tradução e análise de um manuscrito com mais de 1700 anos, intitulado de Evangelho de Judas.
Um excelente trabalho da National Geographic Society em que, segundo este evangelho, Judas apenas cumpriu uma ordem de Jesus.
Ficou a sensação de que Judas foi traído por um plano previamente elaborado por Jesus.

Contagem Decrescente - 5

Bush prepara plano de ataque ao Irão.

Os Estados Unidos estão a preparar planos detalhados para bombardear o Irão e admitem usar armas nucleares tácticas. Esta é a ideia central de um artigo publicado pela revista norte-americana New Yorker, onde se afirma que grupos de combate já se infiltraram em território iraniano, com o objectivo de recolher informação e desestabilizar o regime. A estratégia da administração Bush é derrubar o Governo e impedir o Irão de construir bombas atómicas.

SINAIS VII - Petróleo em Portugal

Noruegueses procuram petróleo no mar alentejano.

Um grupo de investidores norugueses está interessado em fazer prospecção de petróleo 50 quilómetros ao largo da costa alentejana. E já iniciou negociações com Manuel Pinho.

Afinal sempre há petróleo. E não é no Beato, é no Alentejo.

domingo, abril 09, 2006

FDS - Imagens do Século XX - XLIX

1998 - USA
Mónica Lewinsky no "Morton´s bar", em Washington DC.
© David Burnett
Contact Press Images

FDS - Imagens do Século XX - XLVIII

1998 - IRÃO
Uma equipe de futebol feminina, em Teerão, por altura das eleições presidenciais de Novembro.

© Nadia Benchallal
Contact Press Images

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - VI - Nepotismo

In, Diário da República - II Série, N.º 35 de 17 de Fevereiro de 2006, pp 2378

Nepotismo
Substantivo masculino
1. HISTÓRIA – posição de relevo, no campo honorífico ou administrativo, dada por alguns papas a pessoas da própria família;
2. Preferência dada por alguém que tem poder a familiares ou amigos, independentemente do seu mérito pessoal; favoritismo;
(Do lat. nepóte-, «sobrinho» +-ismo, ou do it. nipotismo, «nepotismo»)
© 2004 Porto Editora, Lda
Nepotismo
(Do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes, mas modernamente tornou-se quase sinónimo de concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido.
Ocorre o nepotismo quando, por exemplo, um funcionário é promovido por ter relações de parentesco com aquele que o promove, havendo pessoas mais qualificadas e mais merecedoras da promoção. Alguns biólogos sustentam que o nepotismo pode ser instintivo, uma maneira de selecção familiar.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Imagem enviada por Joaquim Ribeiro.

quinta-feira, abril 06, 2006

Contagem Decrescente - 7

Irão testa novo míssil
«Hoje testámos com sucesso um novo míssil ar-terra e ar-mar que pode ser disparado de helicópteros e de aviões e que pode assim escapar aos mísseis anti-mísseis», anunciou esta quinta-feira o porta-voz da equipa responsável pelo teste, o contra-almirante Mohammad Ebrahim Dehqani, citada pela cadeia iraniana Al-Alam.
O míssil, chamado Nour, tem um alcance de 200 quilómetros, segundo o almirante Fadavi, que estimou que a sua adaptação a um helicóptero permitia «levá-lo para mais perto das forças inimigas antes de o lançar».
O Irão organiza desde sexta-feira manobras militares navais no Golfo, com testes de várias armas anunciadas como ultra-modernas, como um míssil com múltiplas ogivas e um torpedo de grande velocidade, o que causou inquietação internacional.

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - V - "O Silêncio dos Inocentes"

Os Segredos das Compras Militares
(...) Em causa estão inspecções que analisaram negócios de milhões de euros gastos pelo Exército e que deram origem a mais de uma dezena de processos-crime, abertos na Polícia Judiciária Militar e que têm sido sucessivamente arquivados. Isto apesar de o conteúdo desses relatórios denunciar a existência de múltiplas ilegalidades ... que terão sido resolvidas ... por "acordo de cavalheiros" ou "no Silêncio dos Gabinetes".
... O relatório final ... destapou um verdadeiro caos, onde nem sequer há contratos escritos das compras (...)
In, Visão de 6 de Abril de 2006
É o "Silêncio (dos Inocentes) nos Gabinetes"!

quarta-feira, abril 05, 2006

Contagem Decrescente - 8

Teerão anunciou esta terça-feira ter testado “com sucesso um hidroavião ultramoderno” e um míssil terra-mar de médio alcance dotado de forte protecção contra medidas de detecção e despiste electrónicas, segundo a televisão estatal iraniana.

SINAIS VI

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, Kofi Anan, o governo palestiniano do Hamas reconheceu ontem implicitamente e pela primeira vez direito à existência do estado de Israel.

O que prova que, uma coisa é estar na oposição, outra é estar no poder.
Apesar de tudo, trata-se de um Bom Sinal.

Contagem Decrescente - 9

O Irão testou com êxito um míssil capaz de escapar aos radares e transportar ogivas nucleares múltiplas. A notícia do ensaio foi dada pela televisão oficial. Refira-se que o país ainda não possui ainda foguetões com o raio de alcance de cinco mil quilómetros, mas já tem um, o Shahab-3, que atinge os dois mil quilómetros.

terça-feira, abril 04, 2006

Contagem Decrescente - 10


Irão reafirma que vai prosseguir as suas actividades nucleares.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Manouchehr Mottaki, reafirmou hoje que o Governo vai prosseguir com as actividades nucleares, apesar do alerta lançado pelo Conselho de Segurança da ONU, que exigiu a Teerão a suspensão do enriquecimento de urânio.