sexta-feira, outubro 22, 2010

PENSAR ALTO - JOANA AMARAL DIAS


Pensar alto
A fuga das galinhas
Um gestor vale mais do que quem salva vidas e cria (vários tipos) de riqueza como um médico ou um cientista? Qual é o dom especial que possuem para que ganhem muito mais que todos os outros? Não se sabe. Mas essa ignorância não altera os rendimentos.
Mesmo que os resultados empresariais derivem de uma extensa cadeia. Mesmo que todas as empresas devam ter um papel social. Pois é. Os nossos trabalhadores são dos mais mal pagos da Europa, mas os gestores são dos mais bem pagos. Um gestor alemão recebe dez vezes mais que o trabalhador com o salário mais baixo na sua empresa. O britânico 14. O português 32. Mas, segundo um estudo da Mckinsey, Portugal tem dos piores gestores. Logo, quando se fala em reduzir direitos e salários, a quem nos devemos referir? Lógico? Não. Dizem que os bons gestores escasseiam e é necessário recompensá-los. Senão, fogem do país. Ok. Então, é simples. Se são assim tão poucos, ide. Não serão significativos na crescente percentagem de fuga dos cérebros que estavam desempregados/explorados. Depois, contratem-se gestores alemães ou ingleses. Por lá, não rareia tanto a qualidade. Estão habituados a discutir não só ordenados mínimos como ordenados máximos. E sempre são mais baratinhos.

Joana Amaral Dias, Docente universitária

sábado, outubro 16, 2010

MULTICULTURALISMO


Uma amiga enviou-me um e-mail com uma anedota de alunos com nomes estrangeiros, numa sala de aulas portuguesa. Então lembrei-me que também tenho e já tive alunos com nomes diversos e que mostro na lista abaixo:

Andrey Gadziev;

Kostyantyn Zhyzhko.

Hiren Hasmuklal Ratilal;

Isaac Rei Achega;

Sagar Dipak Calanchande;

Catalin Ionut Kosa;

Décio Gancho.

Neuza Figueiredo;

Soraia Martins;

Hélmut Silva;

Iúri Branquinho;

Neesken Bandeira;

Lemmy Rodrigues;

Jesson Torres;

Jonas Wahnon Sousa;

Amarildo Gonçalves;

Hegelberto Ten Jua Trigueiros;

Igor Dias;

João Vajeng;

Omar Gouveia;

Dipak Garcês;

Elaine Vieira;

Elisangela Marques;

Rudy Santos;

Sitânia Prata;

Gilmar Carvalho;

Welson Diogo;

Yuri Gonçalves;

Abdel Santos;

Waldro Carvalho;

Peterson Santos Silva.

Deixei de fora, por já serem vulgaríssimos, os Fábios, as Tânias e as Carinas.

Nada de anormal, é a globalização. Afinal, somos todos cidadãos do Mundo!

CAI

video

segunda-feira, outubro 11, 2010

CORTA-SE NA VIDA - FINANCIA-SE A MORTE


Infertilidade: Tratamentos na Maternidade Alfredo da Costa “brutalmente” interrompidos

11 de Outubro de 2010, 14:54
As mulheres que estão a fazer tratamentos de infertilidade pela segunda vez este ano na Maternidade Alfredo da Costa (MAC) estão a ver o processo “brutalmente” interrompido por determinação da tutela, mesmo aquelas que já receberam várias injecções hormonais.

A situação está a revoltar dezenas de casais que, após esperarem por um tratamento, em certos casos durante anos, e depois do primeiro não dar certo, estão a ser impedidos de concretizar um segundo.

É o caso de Susana Pereira, 32 anos, que na sexta-feira foi à MAC para realizar uma ecografia de monitorização do tratamento, quando já tinha tomado 12 injecções hormonais. Fez as análises de rotina e já prestes a despir-se para a ecografia de monitorização dos ovários foi informada de que estavam a cancelar os tratamentos e que já não ia concretizar o seu. “Disseram-me que não podia fazer o tratamento, porque era o segundo este ano e havia uma norma a determinar que o segundo ciclo não ia ser pago”, explicou.

A norma em causa é da Administração Central de Sistemas de Saúde (ACSS), de 12 de Agosto, e determina que, para 2010, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) financia “um ciclo de tratamento de segunda linha, fertilização in vitro ou injecção intra-citoplasmática de espermatozóide para cada caso/casal”.

Por causa desta circular, a que a agência Lusa teve acesso, todas as mulheres que se encontram a ser submetidas a um segundo tratamento terão de esperar por 2011.

Tal não acontecerá para as que completam 40 anos em 2010 e que, por causa da idade, já não poderão ser admitidas em 2011. Para estas, a hipótese de um tratamento no sector público acabou.

Para 2011, o SNS assumirá o pagamento até três ciclos de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) de segunda linha.

A Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) diz estar a receber inúmeras queixas de casais que estavam a realizar tratamentos e ficam a saber que já não poderão concretizar o ciclo. Tal como Susana Pereira, este “anúncio brutal” está a desesperar muitas mulheres, denunciou à Lusa a dirigente da APF Filomena Gonçalves.

“Além do investimento financeiro, pois esses casais já investiram dinheiro na medicação, existe um investimento emocional que é defraudado”. Filomena Gonçalves sublinha que “estes casais, depois de esperarem tanto tempo para vencer a infertilidade, já estão formatados para fazer o tratamento e agarrados à esperança de engravidar”.

A APF está disposta a lutar por estes casais e garante que, depois de questionar a MAC, irá pedir satisfações à tutela.

Junto da MAC a Lusa não encontrou até ao momento ninguém da administração disponível para falar.

Lisa Vicente, chefe da Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral de Saúde, explicou que a realização de um único ciclo de tratamentos já tinha sido determinada pela ministra da Saúde, Ana Jorge. O que está a acontecer, sublinhou, é apenas “o cumprimento das regras”, já que “os serviços sabiam desta situação”.

Alguns médicos da MAC, que solicitaram o anonimato, disseram à Lusa que apesar deste anúncio da ministra, aguardavam por uma concretização “no papel”, o que aconteceu agora com a circular da ACSS.

O Governo tinha aumentado, em Abril de 2009, o apoio aos casais que precisassem de tratamentos de fertilidade, aumentando a comparticipação dos medicamentos necessários de 37 para 69 por cento e o encaminhamento dos casais em lista de espera no público para clínicas privadas. A medida foi uma das grandes apostas do executivo Sócrates para a saúde em 2009.

A comparticipação dos tratamentos estendia-se então a dois ciclos de tratamento, algo que já tinha sido criticado na altura pela Associação Portuguesa de Fertilidade, uma vez que a maioria dos casais precisa de três ciclos de tratamento para conseguir engravidar.

@Lusa/SAPO Notícias
 

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1097741.html

sexta-feira, outubro 08, 2010

UNS E OUTROS


Respondi a um e-mail de um amigo que pedia para ver um vídeo no youtube, porque assim ajudaria a alimentar cães abandonados. Bom, já contribui para o bem-estar de alguns canídeos, assistindo ao vídeo.
Agora quem me ajuda a mim a ser promovido? Já tenho 1.576.992 horas de posto em 1.º Sargento (um milhão quinhentas e setenta e seis mil novecentas e noventa e duas horas - 15 anos e 8 dias) e não vejo forma de a situação evoluir!

Muitos se queixam mas os nossos governantes deviam ser muito piores e descontar pelo menos 50% dos nossos ordenados. Mandar mails que não servem para nada, faz a malta muito. Ir à luta na hora da verdade? “Tá quieto que tenho uma a carreira a salvaguardar”.

Cada povo tem o que merece e nós também temos o que merecemos. Somos um povo pobre de espírito e cobarde. Estamos sempre à espera que venha alguém resolver os nossos problemas e não fazemos nada - por medo e por "não dar jeito"! Por isso confiamos sempre na mesma corja e votamos maioritariamente sempre nos mesmos – que nos conduziram a esta situação. E quando digo votamos, estou-me a referir ao 55% que costumam votar. Um alemão olha para nós e diz: “mas vocês toleram esses governantes, essa corrupção, o nepotismo, etc?” E nós respondemos: “O que é que querem? É a vida!”; “Se hão-de ir para lá outros roubar, ficam estes que já conhecemos, etc”.
Triste povo!

Vivam os alemães, “o topo da cadeia alimentar” europeia!

quarta-feira, outubro 06, 2010

UM MILHÃO E QUINHENTAS MIL HORAS DE POSTO

Estou a comemorar neste preciso momento, o seguinte tempo de posto:
15 anos, 5 dias, 12 horas e 5 minutos;
180 meses e 5 dias, 12 horas e 5 minutos;
65705 dias, 12 horas e 5 minutos;
1.576.932 horas e 5 minutos (um milhão, quinhentas e setenta e seis mil, novecentas e trinta e duas horas e cinco minutos).

domingo, outubro 03, 2010

ACTUALIDADES


Numa época em que abundam os filmes, séries e novelas televisivas, relativos à temática vampiresca, esta interpretação musical, filmada em 1983, continua actual.