segunda-feira, dezembro 28, 2009

OUSADO


Primeiro o PS depois o PR
Portugal tem tido muita gente esquisita a governá-lo mas, com Cavaco Silva e José Sócrates, atingimos um elevado grau de desconforto. O semipresidencialismo destes dois homens produziu um regime híbrido que não executa nem deixa executar. Semi-governante e semi-presidente ao fim de quatro anos de semi-vida institucional aparecem embrulhados numa luta por afirmação confusa e desagradável de seguir. O embaraço público que foram os cumprimentos de Natal adensou a sensação de incómodo. O regime poderia funcionar se os actores se quisessem complementar. Mas estes actores, por formação e deformação, não têm valências associáveis. O voluntarismo de que os dois vão dando testemunho não chega para disfarçar as suas limitações. Com eles a circular a alta velocidade nos topos de gama à prova de bala e nos jactos executivos do Estado, o futuro de Portugal fica hipotecado ao patético despique da escolha de impropérios numa inconsequente zaragata de raquíticos. Até que alguém de fora venha pôr ordem na casa. A menos que venha alguém de dentro. Semi-governante e semi-presidente tornaram-se descartáveis e, dada a urgência, é preciso começar pelo Partido Socialista. A crise no PS com a ausência de resultados desta direcção é muito mais séria para Portugal do que o tumulto no PSD. Porque o PS governa e o PSD não. O PSD morreu. Ressuscitará ao terceiro dia para um mundo diferente. Um mundo em que homens casam com homens e mulheres com mulheres e onde se morre, ou se mata, por uma questão de vontade, requerimento ou decreto. Um mundo cheio de coisas difíceis de descrever. Coisas que precisam de muitas palavras para serem narradas e, mesmo assim, não fazem sentido. Como por exemplo a "activista-transexual-espanhola" que é alguém que frequenta o Parlamento de Portugal pela mão deste PS segundo José Sócrates. Um PSD ressuscitado vai ter que incorporar estas invenções na matriz de costumes de Sá Carneiro, inovadora à época, monástica hoje, ainda que, provavelmente, adequada para o futuro. Até lá é aos Socialistas a quem compete definir alguém para governar. Alguém que quando falar de educação não nos faça recordar a Independente. Alguém que quando discutir grandes investimentos não nos faça associar tudo ao Freeport. Alguém que definitivamente não seja relacionável com nada que tenha faces ocultas e que quando se falar de Parlamento não tenha nada a ver com as misteriosas ambiguidades de Carla Antonelli "a activista transexual espanhola" que, com Sócrates, agora deambula pelos Passos Perdidos em busca do seu "direito à felicidade". O governo não pode estar entregue a um PS imprevisível e imprevidente, menor em qualidades executivas e em ética, capturado nos seus aparelhos por operadores desalmados e oportunistas. Recuperar a majestade das construções ideológicas e políticas de Salgado Zenha, Sottomayor Cardia e Mário Soares é fundamental nesta fase da vida, ou da morte, do país. No Partido Socialista há gente seguramente preparada governar e começar a recuperar o clima de confiança e respeito pelos executivos nacionais que Sócrates e Cavaco arruinaram. Substituir Sócrates é já um dever. Na hierarquia de urgências o problema Cavaco Silva vem depois mas, também aqui, Portugal tem que ter na Presidência alguém que não possa ser nem vagamente relacionável com nada onde subsistam incógnitas. E há muitas incógnitas no BPN. Mas cada coisa a seu tempo. Primeiro o PS, depois o PR.
Mário Crespo JN 28-12-09

quarta-feira, dezembro 16, 2009

O PALHAÇO



"O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo.
Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço."


2009-12-14, JN, MÁRIO CRESPO, JORNALISTA
http://www.youtube.com/watch?v=qY9hCn1bS0Y

sábado, dezembro 12, 2009

D. CARLOS AZEVEDO




"Ordenados dignos
D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Pastoral Social, afirmou recentemente isto, repescado no Diário de Notícias:
O crescimento do ordenado mínimo é um passo essencial. Se cria alguns problemas a alguns, é a sua vez de os resolver, porque não é à custa do mínimo de dignidade que se ergue um verdadeiro desenvolvimento”.
Declaração oportuna, que não deve ser apenas o pensamento de um cristão, mas de todos os políticos, empresários e dirigentes de associações sociais que prezem minimamente a responsabilidade social. Porque, como vinca bem o bispo Azevedo, se alguns têm problemas em pagar salários dignos, o problema é desses alguns, e são eles que têm de o resolver. Como aqueles proprietários rurais ou empresários de outros tempos (e, infelizmente, ainda hoje, de outras paragens) que só conseguiam criar riqueza com a escravatura. Ou como os que mais recentemente só o conseguiam através da exploração do trabalho infantil.
Todos os partidos e associações de classe se deviam apressar a dar razão a D. Carlos Azevedo: os empresários que precisam da miséria dos trabalhadores para criarem riqueza pessoal, e assim contribuírem para o PIB nacional, não são precisos. Não interessa ter um país supostamente mais rico, e com empresários ricos, à custa da miséria da população. A CIP devia inspirar-se na Igreja para renovar o seu discurso. E até os socialistas poderiam tornar-se mais cristãos e menos liberais.
P.A."

Crónica de P.A. no jornal “SOL”, Edição n.º 170 de 11 de Dezembro de 2009, pp 26.

segunda-feira, novembro 30, 2009

NÁUTICO


Nasceu o "NÁUTICO", um blogue inspirado na obra "Glossário Náutico" de Rui Salvador, com 476 páginas e a aguardar publicação.
O autor deseja a todos "Boas Navegações" neste novel blogue.
http://salvador-nautico.blogspot.com/

sábado, novembro 14, 2009

A MÁ GENTE SOMOS NÓS

(…) Os depoimentos que tenho escutado, na Assembleia da República, são por vezes assombrosos: há falhas de memória exibidas com um talento que só podem ter os verdadeiros artistas profissionais!

Devo mesmo confessar-lhe que este tipo de problemas – e outros protagonizados pela nossa abundante «elite» - já nem me prendem muito a atenção: depois da «colheita» de muitos milhões, viremos a saber que todos ou quase todos foram gente impoluta, vítimas da nossa desconfiança tradicional e da nossa secular inveja social!

A presunção de inocência é um detergente que põe tudo «branco», como já nos habituámos.

A má gente somos nós que não roubámos e que apenas desconfiamos dos que, pobres há quinze anos, tiveram capacidade para enriquecer sem sequer saberem como.

Pior ainda: somos mal-agradecidos.

Só nos resta a consolação de termos essa desprezível característica que é a seriedade. (...)

CARREIRA, MEDINA, DÂMASO, EDUARDO, Portugal que Futuro? pp. 55, Editora Objectiva, 4.ª Ed. Setembro 2009, Carnaxide.

sexta-feira, novembro 13, 2009

O CEO

"Face Oculta

Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI.

As escutas do processo ‘Face Oculta’ provam que o primeiro-ministro faltou deliberadamente à verdade quando disse no Parlamento que desconhecia o negócio da compra da TVI pela PT, avança a edição do SOL desta sexta-feira.

Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Comentários no SOL On-line

Em minha opinião, nos países a sério, o primeiro-ministro é o CEO dos governos e comparável ao CEO de uma empresa com a diferença das dimensões.

Em Portugal, e o problema começa por aí, ele também é, embora indirectamente, o CEO de uma cadeia de TV com dois canais, o CEO de múltiplas empresas do estado, dos dois maiores bancos portugueses (CGD e BCP) não falando no BPN e, também, de algumas das maiores empresas privadas onde, estrategicamente, estão colocados amigos e camaradas.

Nestas circunstâncias, ele não só controla uma parcela substancial da economia portuguesa como também estão lançadas as bases para uma promiscuidade global no país.

00SEVEN, em 2009-11-13 13:08:41

Aqui está tudo dito e resumido. Tudo o resto são cantigas de embalar."

quartocrescente, em 2009-11-13 13:41:56

terça-feira, novembro 10, 2009

PAÍS NULO

Supremo diz que escutas a Sócrates são nulas.

"Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo da magistratura judicial em Portugal, já decidiu decretar a nulidade da certidão envolvendo escutas telefónicas em que aparece o primeiro-ministro José Sócrates.

Segundo apurou o Expresso, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, baseia-se no facto de as escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior.

De acordo com o noticiado nos últimos dias, o nome de José Sócrates apareceu nas escutas a Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta.

Neste processo, em que o pivô é o sucateiro Manuel Godinho, Armando Vara, actual vice-presidente do BCP que suspendeu funções, terá recebido 10 mil euros para facilitar reuniões a Manuel Godinho com altos responsáveis de empresas públicas ou participadas do Estado.

As certidões extraídas do processo e em que aparece José Sócrates foram enviadas para o Supremo Tribunal pela Procuradoria-geral da República.

De acordo com o noticiado, José Sócrates e Armando Vara teriam conversado sobre negócios da área da comunicação social, nomeadamente a venda da TVI por parte da Prisa."

Cristina Figueiredo (www.expresso.pt), 12:52 Terça-feira, 10 de Nov de 2009

quinta-feira, novembro 05, 2009

NOS GRANDES NINGUÉM TOCA

OS INTOCÁVEIS
“O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.”

JN On-line, 2009-11-02

sábado, outubro 31, 2009

GINA

"Editor e tradutor de revista Gina homenageado em salão erótico.

O editor e tradutor da revista Gina, lançada há 35 anos em Portugal, vai ser homenageado pelo salão erótico de Lisboa. Considerada um best-seller quando chegou a Portugal, agora praticamente não é procurada, sendo difícil encontrá-la à venda.

A organização do salão erótico de Lisboa presta, esta sexta-feira, homenagem a Mário Gomes, editor e tradutor da revista Gina, lançada em Portugal há 35 anos, em Setembro de 1974, pouco depois do fim da ditadura.

«Foi ideia do meu irmão Acácio Gomes quando visitou a Feira do Livro de Frankfurt que normalmente visitava. Viu na altura a revista Gina que estava lá em exposição e como tinha acabado a censura em Portugal lembrou-se de publicá-la também aqui», explicou Mário Gomes.

Pouco meses depois da sua chegada a Portugal, a revista Gina já vendia mais do que a Crónica Feminina, uma vez que, como conta Mário Gomes, «os primeiros números foram logo um êxito fabuloso para o nível de vendas de revista que havia nessa altura».

«Exceptuando a Crónica Feminina, não havia mais revista que vendesse acima dos 10 ou 15 mil exemplares no máximo dos máximos. Naquela altura, a primeira tiragem foi à volta dos 30 mil e esgotou de um dia para o outro», recordou.

Depois da morte do irmão, Mário Gomes sobrevive como editor numa altura em que ainda há gente que procura e colecciona a revista Gina, «considerada um best-seller em Portugal nas revistas a todos os níveis».

A revista, que custava 30 escudos, ou seja, cinco por cento do salário nacional, quando chegou a Portugal, ainda pode ser encontrada em poucos alfarrabistas, tendo a reportagem da TSF a encontrado num alfarrabista da rua do Bonjardim.

Teresa Soares explicou que quem mais procura a revista são os mais jovens que ainda não eram nascidos quando a Gina chegou a Portugal que são atraídos por histórias contadas por pessoas de outras gerações.

Apesar disto, são poucos os interessados nesta revista cujos exemplares estão agora guardados num cantinho da loja desta alfarrabista e que Teresa Soares pretende vender através da Internet, uma vez que por este meio será mais fácil vendê-las, até porque as pessoas não têm de se identificar."

TSF On-line 30-10-09

VARA (conjunto de porcos)

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sexta-feira, outubro 16, 2009

CORRUPÇÃO

Médicos e gestores de empresa pronunciados por crimes de corrupção em Coimbra

O Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra pronunciou pela prática de crimes de corrupção e falsificação de documentos sete pessoas, incluindo três médicos do Centro Hospitalar de Coimbra, dois gestores e dois funcionários administrativos da unidade de saúde.

Em causa estão alegadas contrapartidas, através do pagamento de viagens de recreio a médicos e familiares, no âmbito de concursos públicos para o fornecimento de implantes auditivos.

O principal arguido era na altura director de serviço e presidente dos júris que adjudicavam o fornecimento dos implantes, que em 2004 atingiram um valor de 1,2 milhões de euros. Os dispositivos permitem recuperar a audição a pacientes e o Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) é um centro de referência nacional nesse tipo de intervenção. (...)

Público On-line - 16.10.2009 - 15h23 Lusa

Cá está uma coisa rara em Portugal – Corrupção!

DESCUPEM TER COMBATIDO

Desabafo de ex-combatente sobre o suplemento especial.

Recebi o Suplemento Especial de Pensão atribuído aos antigos combatentes na guerra colonial. Por força de uma nova lei - 3/2009, de 13 de Janeiro -, o referido suplemento retira-me 35 euros e alguns cêntimos em relação ao ano anterior. Ao consultar essa mesma lei, verifico que um "novo critério" foi adoptado e, numa escrita complicada, que nem os legisladores entenderão (mas é esse, provavelmente, o objectivo), pretendem explicar-me o inexplicável e "limpam-me" sete contos (na moeda antiga) com a maior das diplomacias... Aos senhores presidentes da República e da Assembleia da República, senhor primeiro-ministro e demais ministros do último Governo, apresento as minhas públicas e sinceras desculpas por ter combatido nas matas dos Dembos, e, por força dessa minha atitude obrigar, agora, o país, suportado numa lei votada pelos deputados da Nação, ao supremo esforço de remunerar-me com cento e cinquenta euros anuais. Obrigo-me, por isso, a ficar grato ao meu país por este reconhecimento. Na realidade, eu sempre pensei, enquanto ex-combatente, que não valia nada. Enganei-me...

Armando Sousa - armandopsousa@hotmail.com

in Jornal de Notícias,16 de Outubro de 2009

quarta-feira, outubro 14, 2009

MAITÊ PROENÇA


Os (ou alguns) portugueses estão escandalizados com este vídeo. Vamos analisar:
1 - Um "bronco" ou uma "bronca" coloca o n.º 3 ao contrário na porta de casa. Conclusão - foi uma pessoa estúpida;
2 - Salazar ganha concurso de Português mais notório do século 20, quando foi ditador durante 38 anos. Conclusão para qualquer estrangeiro e mesmo para muitos portugueses - este povo é estúpido (apesar de, povo que votou naquele concurso);
3 - Quanto ao técnico de informática no hotel. É mais do que comum em Portugal deparar-se com casos deste género, ainda somos poucos profissionais;
4 - Quando Maitê cospe no fontanário não sei o que pretende transmitir, mas não falta ver por este país fora pessoas a cuspir para o chão, pessoas a cuspir de dentro dos automóveis, pessoas a mandar lixo para a via pública, pessoas a espalharem os cócós dos seus cães na via pública, etc., etc.

Portanto se a actriz extrapola os comportamentos que relata, a todos os portugueses, faz mal mas não deixa de ter razão em relação a uma grande percentagem deles.

O que escandaliza alguns é o facto de ser uma brasileira a transmitir esta mensagem, mas que ela tem razão, tem.

domingo, outubro 11, 2009

TERCEIRO MUNDO


No distrito de Vila Real

Homem morto a tiro à entrada de uma mesa de voto

O marido da presidente da Junta de Freguesia de Ermelo, Mondim de Basto, foi hoje morto a tiro junto à assembleia de voto pelo candidato adversário do PS, disse o Governandor Civil de Vila Real, Alexandre Chaves. "Agiu em legítima defesa", alega Humberto Cerqueira, candidato socialista à autarquia de Mondim de Basto.

“Houve troca de tiros entre o candidato do PS e o marido da senhora presidente e candidata do PSD ao mesmo cargo e há um que cai. O candidato do PS é que vitimou o marido da presidente”, disse Alexandre Chaves. De acordo com fonte policial do Comando da GNR de Vila Real, o homem tinha 57 anos e foi morto por “questões políticas”.

O candidato do PS à freguesia de Ermelo “agiu em legítima defesa”, disse à agência Lusa o candidato socialista à Câmara de Mondim de Basto. “O homicida agiu em legítima defesa e ficou inclusivamente ferido. A vítima esperou-o mesmo antes de abrirem as urnas, pelas 07h35, e disparou e o outro [candidato do PS] reagiu”, afirmou o candidato socialista à autarquia de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira. De acordo com a fonte, a vítima terá passado “toda a noite a ameaçar a população de Ermelo de agressões caso votasse no PS”.

O homícidio ocorreu depois das 07h00 quando a vítima se encontrava a ajudar nos preparativos junto à mesa de voto de Fervença. Segundo a SIC Notícias, a vítima terá sido atingida na cabela por um tiro de caçadeira. O alegado autor dos disparos fatais fugiu do local num carro branco, deixando os elementos da mesa de voto em estado de choque.

De acordo com a fonte policial, a assembleia de voto não está a funcionar. A GNR já se encontra no local e montou uma operação para deter o alegado homicida.

Público on-line 11.10.2009 - 09h57 Lusa

Eu bem digo que Portugal é um dos países mais desenvolvidos do terceiro mundo!

quarta-feira, outubro 07, 2009

OBRIGADO SÓCRATES-2

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OBRIGADO SÓCRATES

Eu se pudesse sei como agradecia. Mascarava o Sócrates de menina da "Kookai" e entregava-o ao Taveira. E só considerava a "encomenda" entregue quando ouvisse o arquitecto proferir os famosos vocábulos: "Pronto pronto, já está todo..."

terça-feira, setembro 29, 2009

MAFALDA A CONTESTATÁRIA



Parabéns à contestatária mais famosa do mundo. "Devorei" todos os seus livros e o meu sentido de humor prende-se muito com a aprendizagem adquirida na sua leitura.
45 anos de idade mas sempre nova. E actual!

quinta-feira, setembro 24, 2009

PS ou PSD?

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MAGALHÃES

Magalhães sem contas aprovadas

Acordo entre Governo e empresas de telecomunicações já caducou

O Governo garante que o programa e-escolinha (Magalhães) não está parado, mas as evidências mostram que não está a andar. E que continua a ser difícil contabilizar o deve e o haver entre Estado e empresas de telecomunicações no que toca ao financiamento dos programas de entrega de computadores a baixos custos. Porque não há contas aprovadas. (…)

Público On-line 24.09.2009 - 08h00 Ana Brito

sexta-feira, setembro 18, 2009

segunda-feira, setembro 14, 2009

NORUEGA

Noruega exclui economia da campanha eleitoral.

Os noruegueses votam, esta segunda-feira, para escolher o novo governo. Trata-se de um país que lidera uma série de índices de desenvolvimento, mas a economia não toma conta dos discursos eleitorais.

Na Noruega, os bons resultados económicos não garantem vitórias eleitorais.

Nem mesmo o facto de o poder de compra ter aumentado 20 por cento nos últimos quatro anos, ou de o país continuar tecnicamente em pleno emprego - apesar da crise mundial -, estão a favor da governação de esquerda.

Os bons resultados económicos da governação de esquerda só influenciaram um em cada nove eleitores.

Os noruegueses mostram-se mais preocupados com os estudantes que não sabem fazer contas, nas listas de espera em hospitais onde o Estado dá lucros avultados ou nos lares estatais da terceira idade e noutros serviços públicos regidos por filosofias de lucro.

A eventual entrada da Noruega na União Europeia também não foi tema de campanha eleitoral.

TSF Online, 2009-09-14

Afinal os “subdesenvolvidos” da Noruega também têm listas de espera nos hospitais públicos e estudantes que não sabem fazer contas. São mesmo “atrasados” estes noruegueses!

quinta-feira, setembro 10, 2009

FRASE DO DIA

"Em Portugal, o Poder não quer que a justiça funcione. Porque isso lhe trará dissabores."

http://clix.visao.pt/isto-parece-o-estado-novo=f528470

STOP BEIJOS

França pede fim dos beijos para evitar gripe A

Por Tiago Guerreiro da Silva, Publicado em 09 de Setembro de 2009, Jornal I on-line

As autoridades de Saúde francesas estão a pedir aos cidadãos para evitar o contacto físico, incluindo o beijo, para minimizar as hipóteses de contágio da gripe A. Algumas escolas e empresas já chegaram mesmo a proibir o beijo no rosto. A central de atendimento telefónico do governo ainda recomenda que se evite abraços e apertos de mão. Contudo, os franceses não estar a adoptar a recomendação.

Uma agência que monitoriza a gripe A em França já anunciou que o país pode ter até 20 mil novos casos de gripe por semana. Mas o Ministério da Saúde já contestou este número.

Não tarda, só poderemos comunicar por telemóvel e Internet!

sexta-feira, setembro 04, 2009

GERAÇÃO BATOTA


ELEIÇÕES

Carolina Patrocínio: "Movo-me por aquilo que acho certo".

Por Nuno Aguiar, Jornal i Publicado em 04 de Setembro de 2009

De menina bonita da SIC, a mandatária da juventude de Sócrates.

É orgulhosa e competitiva, tem 22 anos, é neta de um dos maiores advogados do país, Vasco Vieira de Almeida, e assumiu o papel de mandatária para a juventude de José Sócrates. Carolina Patrocínio é um fenómeno mediático disputado por jornais e televisões. Durante uma semana, ecoou pelo país uma entrevista em que admitiu não gostar de perder. E em que revelou preferir fazer batota a ficar para trás.

Carolina trabalha há seis anos na televisão portuguesa. Apresentou já três programas diferentes e, mais recentemente, fez a sua incursão mais relevante na política nacional.

Comentário de:
Henrique Cordeiro

Admiro a coerência ideológica desta jovem ricaça que tem, na mansão onde vive, uma empregada para lhe descascar a fruta e tirar os caroços às cerejas. Ao confessar que prefere fazer batota a perder identificou-se com o Grande Líder que fez batota na licenciatura de engenhocas, na possibilidade de criar 150 mil empregos (o que tecnicamente não podia) ao dizer que não iria aumentar os impostos ( a primeira coisa que fez mal chegou ao governo) e muito mais que o espaço não permite citar. Para mim, que raciocino dentro duma estrutura mental rigorosamente baseada na Lógica, tudo o que Carolina disser é BATOTA. Logo NÃO ACREDITO nela. O mesmo se passa com Sócrates também conhecido como o Pinócrates. Agora anda manso, sorridente, calmo e cortês. Mas só engana os tolos que nele acreditam. Rica e mimada Carolina come cerejas sem caroços e uvas sem graínhas ao lado de mais de 1 milhão de portugueses que passam fome. Acredito na Isabel Jonet que mata a fome a milhares de desgraçados, desgraçados pelo desemprego nascido das batotas do Sócrates. Votem nele, votem e depois não se queixem. Viva a Batota Nacional, viva!!!!!!!!!!!!!

sábado, agosto 29, 2009

"MANCA IL POLPO"

"Deixa passar

À saída do tribunal, o motorista de Pinto da Costa (também arguido, que o Presidente do FC Porto só trabalha com pessoas de confiança) atropelou um jornalista. Pondo as coisas de forma mais correta: um fotógrafo tentou travar com o corpo a passagem de um grande líder. Como já foi explicado pela SAD do Porto, no carro apenas se sentiu o "pequeno e usual contacto" destas situações. O que é absolutamente normal. No Porto havia até um guarda que era especialista em contactos usuais, uns pequenos e outros nem por isso. Ainda assim, quem nunca abalroou uma pessoa sem dar por isso que atire a primeira pedra.

Um polícia ensandecido teve o desplante de mandar parar, com o seu impertinente apito (que não era seguramente dourado), o carro de Sua Excelência Pinto da Costa. Apesar de todos termos podido ouvir o sonoro apito na televisão, a SAD diz que motorista, veneradíssimo Presidente e sua advogada não deram, mais uma vez, por nada. E a PSP do Porto já desmentiu que tivesse existido qualquer desobediência à autoridade. Nem sei de onde raio terá surgido tão surreal ideia. Quanto muito, o agente em causa terá, ao apitar, desobedecido à autoridade do seu único e legitimo presidente. Espero que seja devidamente castigado.

Dirá o leitor mais sensível que se fosse ele a conduzir, abalroasse um pobre pedestre e, apesar do aviso policial, seguisse o seu caminho teria sido parado de outra forma e responderia por isso. É verdade. Mas o meu caro leitor não é Pinto da Costa. É apenas um cidadão. Não está, por isso, acima de todas as leis."

Autor: DANIEL OLIVEIRA

Jornal “Record”, Sexta-Feira, 28 Agosto de 2009

DEVE SER DA DROGA

sexta-feira, agosto 28, 2009

OS NOVOS ALENTEJANOS



Da Tailândia, com suor.

Os campos agrícolas da costa alentejana estão a ser invadidos por centenas de trabalhadores tailandeses - trabalham de sol a sol e ainda imploram horas extraordinárias

Ricardo Fonseca (Texto) e Gonçalo Rosa da Silva (Fotos)

Visão Online, Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

domingo, agosto 16, 2009

ODE AO GLORIOSO

"É ISTO QUE É DEMASIADO ELEVADO, DEMASIADO ENTRANHADO NA ALMA, DEMASIADO EVIDENTE E, AO MESMO TEMPO, TÃO DIFÍCIL DE ENTENDER PARA MENTES COMUNS, O QUE FAZ COM QUE A "LAGARTAGEM" E MONSTROS DE CONTOS DE FADAS" NÃO CONSIGAM ATINGIR! (...)

É por não gostar de futebol que sou do Benfica.

Tal como compreendo como é que há portugueses que conseguem ser de outros clubes.

O Sporting, o Porto podem jogar bem e o Belenenses e a Académica podem calhar bem em sociedade, mas só o Benfica, como o próprio nome indica, é o próprio Bem. Que fica.

Só o Benfica pode jogar mal sem que daí lhe advenha algum mal. Basta olhar para os jogadores para ver que sabem que são os maiores, que não precisam de esforçar-se muito, porque são intrínseca e moralmente a maior equipa do mundo inteiro. Porquê? Ninguém sabe. Mas sente-se.

Quando perdem, não se indignam, não desesperam. Eusébio só chorou quando jogou por Portugal.

Quem joga no Benfica tem o privilégio e o condão de estar sempre a sorrir. Não conseguem resistir.

O Benfica, a bom ver, nem sequer é uma equipa de futebol. É um nome.

É como dizem os brasileiros, uma "griffe". Têm uma cor.

Antes de entrar em campo, já têm um mito em jogo, já estão a ganhar por 3-0, graças só à reputação.

Quando o Benfica perde, parece sempre que quis perder.

Essa é a força inigualável do Sport Lisboa e Benfica - faz sempre o que lhe apetece.

Qual é o segredo do Benfica? São os benfiquistas.

São do Benfica como são filhos de quem são.

Ninguém "escolhe" o Benfica, como ninguém escolhe a Mãe ou o Pai.

Em geral, aliás, os benfiquistas odeiam o Benfica e lamentam-no no estádio e em casa, mas pertencem-lhe.

Quanto mais pertencemos a uma entidade superior, seja a Família, a Pátria, Deus - ou o Benfica, mais direito, temos de criticá-la e blasfemá-la. Não há alternativa.

Em contrapartida, os sportinguistas e portistas parecem genuinamente convencidos que apoiam as equipas deles porque são as mais dignas ou as melhores.

Desgraçados! Se fossem coerentes, seriam todos adeptos do REAL MADRID, AC MILAN, etc.

No Benfica, não se exige qualquer lealdade.

Só se pede, em relação aos adeptos de outros clubes, caridade e comiseração.

O Sporting, por exemplo, tem a mania e a pretensão de ser "rival" do Benfica, um pouco como o Bloco de Esquerda se julga crítico parlamentar do PS.

Mas, se se tirasse o Benfica ao Sporting, o Sporting deixaria de existir.

O Benfica é um grande clube porque tem história e talento suficientes para não dar importância aos resultados.

Tem uma tradição de "nonchalance" e de pura indiferença que não tem igual nos grandes clubes europeus.

O Benfica não joga - digna-se jogar. Não joga para vencer - vence por jogar.

Odeio futebol. Mas amo o Benfica. As opiniões de quem gosta de futebol são suspeitas.

Claro que os sábios são do Benfica. Mas a força deste grande clube está nos milhões que são benfiquistas apesar do Benfica, apesar do futebol, e apesar deles próprios.

Em contrapartida, aposto que a totalidade de pessoas que são do Sporting ou do Porto, por infortúnio pessoal ou deficiência psicológica, são sócios.

A força do Benfica, meus amigos, está em quem não paga as quotas, que não vai a jogos, quem não sabe o nome dos avançados - isto é, no resto do mundo. O Benfica, é o Benfica. E o que tem de ser, e é tem muita força."

Miguel Esteves Cardoso