quinta-feira, fevereiro 19, 2009

MAGALHÃES




Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras

O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", onde apareciam mulheres nuas. "Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres", lamentou o responsável, em declarações à Antena 1. (…)

19.02.2009 - 15h57 PÚBLICO

terça-feira, fevereiro 17, 2009

À VARA LARGA

 Armando António Martins Vara

Dados pessoais: 
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                       Data de nascimento: 27 de Março de 1954 
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                       Naturalidade: Vinhais - Bragança 
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                       Nacionalidade: Portuguesa 
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                       Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo 
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                       Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 
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                       Mandato em Curso: 2008/2010 


Formação e experiência Académica: 
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              2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI) 
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              2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE) 
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http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516 

Extraordinário...

CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !

 

Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...

 

Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng Sócrates... 


Enviado por e-mail

LIGHTALFA


O problema é que o "LightAlfa" também é "light" no financiamento aos partidos, a determinados grupos económicos e a algumas eminências pardas da nossa "praça"!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

MATADOURO PRIVADO

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FAÇAMOS DE CONTA

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Mário Crespo, JN On-line, 2009-02-09

terça-feira, fevereiro 10, 2009

FANTASMAS


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AÇORES CONTINÊNCIA

Os quartéis dos Açores continuarão a hastear apenas a bandeira nacional, apesar de uma controversa norma do novo Estatuto Político-Administrativo da região determinar a obrigatoriedade de içar a bandeira regional nas "instalações dependentes dos órgãos de soberania".
O ministro da Defesa Nacional, cedendo às pressões exercidas pelos militares junto do Governo e do Presidente da República, como chefe supremo das Forças Armadas, prepara uma "interpretação sistemática da norma do Estatuto" de modo a que não haja "nenhuma alteração no exterior dos quartéis, onde se mantém hasteada a bandeira nacional". Desta forma, Nuno Severiano Teixeira clarifica o anúncio feito pelo presidente do Governo Regional, Carlos César, segundo o qual o "ministro está a estudar a forma adequada de cumprimento dessa norma".
Num acordo tácito entre as autoridades nacionais e regionais, o procedimento a adoptar nas instalações dependentes dos serviços de Estado na região terá como única excepção as unidades militares, onde continuará a ser hasteada apenas a bandeira nacional. Tal como, aliás, defendeu o ministro da Defesa Nacional no programa Dia Lá Excelência da RR-PÚBLICO-RTP2, no início de Janeiro. Nessa entrevista, Severiano Teixeira declarou que "não faz sentido" o hastear da bandeira regional nos quartéis dos Açores, nem "fazer continência a uma bandeira que não seja a nacional".
Como a admitir um período de tréguas na "guerra das bandeiras", o presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Francisco Coelho, declarou ao PÚBLICO que "é cedo para haver qualquer tipo de reacção mais emotiva sobre esta matéria". O cumprimento das normas estatutárias aprovadas pela Assembleia da República, segundo frisou este defensor da revisão estatutária, "é uma questão que não tem a ver com os Açores, mas com os órgãos de soberania e com o Estado de direito em Portugal".
Depois de o PSD ter exigido no parlamento regional o cumprimento pelos militares do "estatuto heráldico dos Açores", o secretário da Presidência do Governo Regional, André Bradford, admitiu ser conveniente fazer uma "interpretação ajustada" de algumas normas do estatuto ao que é tradição no país. E reza a tradição que as Forças Armadas só têm uma bandeira.
Cita Jorge Miranda, que taxativamente invoca a inconstitucionalidade da referida norma. "As unidades militares são a expressão directa da soberania do Estado, da sua integridade, pelo que só a bandeira nacional aí pode ser hasteada", frisa o constitucionalista ao lembrar que "em nenhum país do mundo, mesmo em estados federais como os EUA ou o Brasil, se imagina ter bandeiras estaduais ao lado da bandeira nacional dentro das instalações militares".
Também no país vizinho, embora nos edifícios públicos e nos actos oficiais das comunidades autónomas as suas bandeiras e símbolos sejam usados juntamente com a bandeira de Espanha, com esta sempre em destaque, é o pavilhão nacional o único a ser hasteado nos edifícios militares, embarcações, aeronaves e quaisquer outros estabelecimentos das Forças Armadas e de segurança.
Na linha da legislação espanhola, o Decreto-Lei 150/87, de 30 de Março, prevê idênticas disposições específicas para o uso da bandeira nacional no âmbito militar e marítimo em Portugal. Tal legislação surgiu logo após a primeira "guerra das bandeiras", desencadeada em Setembro de 1986 pelo veto cio então Presidente da República, Mário Soares, ao estatuto dos Açores, por discordar da obrigatoriedade da bandeira regional nos quartéis. Esta norma, idêntica à que escapou ao actual chefe de Estado, Cavaco Silva, na altura primeiro-ministro, viria a ser depois expurgada pela Assembleia da República, que, como agora, antes aprovara o estatuto por unanimidade.
O PSD-Madeira aproveita a polémica açoriana para reacender a "guerra das bandeiras" nesta região e atacar Lisboa. Através de um projecto de resolução, a ser discutido e votado amanhã, "denuncia a situação de desobediência qualificada em que incorrem os órgãos da República que não cumprem o dever legal de hastear a bandeira da região e mandara a mesa da assembleia para desencadear o correspondente processo junto do Ministério Público".
Em 2004, com os militares sob "fogo" regional e sem "cobertura" do governo Barroso/Portas, idêntico procedimento judicial foi arquivado. O MP, como então sustentava o ministro da República ao devolver uma resolução que tornava obrigatória a bandeira regional nos quartéis, questionou a legitimidade do parlamento madeirense por não dispor de competência para legislar sobre tal matéria.
in Público 09.02.2009, Tolentino de Nóbrega