sexta-feira, julho 24, 2009

terça-feira, julho 14, 2009

TROPA FANDANGA

Eleições europeias, dia seguinte: o Governo congela totalmente a Lei de Programação Militar. Nada transpira, ninguém se incomoda. Como vai ser?

Resumindo e concluindo, o partido que forma o Governo perde as eleições - do que só se pode queixar de si próprio - e quem paga as favas (mais uma vez...) é a Instituição Militar. Até quando?

Aliás, as Forças Armadas não param de ser desagregadas e demolidas. As leis sobre a nova organização são uma perda de tempo, pois, para além de não resolverem nenhum dos muitos e prementes problemas que afligem o meio militar, ainda vão abrir mais brechas na coesão das forças. É um acto falhado por escusado. Com o RDM ainda é pior: depois de as forças políticas terem acabado com a Justiça Militar, vão subverter a disciplina. É difícil fazer pior em qualquer parte do mundo. Só pode haver uma razão: ser de propósito!

A fragata Côrte-real e todos os que nela navegam andam a fazer figura de "ursos". Perseguem piratas, prendem-nos, arriscam-se a levar uns tiros e depois soltam-nos. O comandante da Armada já disse que era preciso criar leis apropriadas (deveria ter sido o Conselho de Chefes a fazê-lo...). Do Governo, Parlamento e PR, nem pio. "No pasa nada!"

O segundo submarino (Arpão) foi lançado à água em Kiel. O sr. Ministro da Defesa foi lá incógnito. No portal do ministério, nem uma linha. Para a comunicação social, idem. Isto é, o Governo assume um compromisso importante relativo à Defesa Nacional, mas tem vergonha de o assumir e defender. Alguns ministros são até contra. Publicamente. Muito edificante.

Que se passará no Instituto de Defesa Nacional? Quase todas as semanas há um quadro da casa que pede para abandonar funções. O último foi o próprio subdirector, que nem aqueceu o lugar.

O senhor ministro já descobriu a raiz do problema, assobia para o lado ou vai insistir que as coisas continuem a quebrar pelo lado mais fraco? O IDN já não faz falta e também é para acabar?

Património militar ao desbarato

Pressionam constantemente o Exército (sobretudo o Exército) para alienar património à sua guarda, normalmente a fundo perdido. A apetência autárquica e regional por estes "bens" não conhece peias e a ganância da especulação imobiliária parece não ter limites. Vá-se lá saber por que bulas as FA e sobretudo o Exército vão dando tudo de mão-beijada, sem serem ressarcidos de quase nada e sem um ... ai. Depois passa-se um pouco de tudo. Por exemplo, as instalações da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, foram libertadas pelo Exército no prazo combinado - a tropa cumpre. Como não apareceu ninguém para ficar com as chaves, o Exército ficou com elas - sempre pronto a cumprir a missão e a carregar com os sacrifícios! - e ainda manteve sentinelas. Até que um general mais avisado e corajoso entendeu (e bem) que a situação já tinha ultrapassado o que permitia o regulamento e retirou a guarda. Foi um ver se te avias, as instalações foram assaltadas diversas vezes e tudo roubado. Parece que nalguns casos a coisa tomou foros de organização em forma. Falta agora proceder de igual forma para com as ex-instalações militares de Elvas (que deviam ser um museu vivo, à falta de melhor sorte), para cuja segurança o Regimento de Cavalaria de Estremoz tem de destacar permanentemente um pelotão. Doce país. Ali para os lados de Alfragide, o Comando da Força Aérea está, por seu lado, à beira de um ataque de nervos. Então não é que mais três coronéis pilotos-aviadores vão passar à reserva, justamente agora que iriam comandar bases aéreas? E eram dos mais resistentes. O que fará um oficial de carreira querer trocar um comando de base por umas funções menores, desfasadas em grande parte daquilo a que estão habituados e se preparam durante tanto tempo? Toda a gente sabe estas respostas, mas ninguém as diz oficialmente. E não se consegue enviar um médico para o Afeganistão. O primeiro, isto é, a primeira a ser nomeada, arranjou maneira de concorrer às próximas eleições e passou à reserva. As duas seguintes pediram abate ao quadro e têm de pagar cerca de cem mil euros cada, de indemnização. Consta nos “mentideros” que quem vai pagar a conta vão ser os hospitais onde as duas oficiais médicas (ou será que se julgam só médicas?) estão a tirar a especialidade à custa da FA [Força Aérea] (!), pois pretendem que elas fiquem a trabalhar para eles. Conhecem algum adjectivo para qualificar este "negócio"?

Quem paga é o Zé-povinho...

E para quando a AR vai mudar a lei que obriga os militares a passar à reserva para poderem concorrer a eleições, que tem sido usada para vigarices do foro pessoal e profissional, ao passo que é uma lei discriminatória para os militares, já que são a única classe profissional em que os seus servidores são obrigados a abandonar a carreira para se dedicarem à política. Será que também é de propósito? À atenção, outrossim, das Associações de Militares.

Enquanto tudo isto se passa, o que faz o senhor pequenino que ostenta o título de ministro da Defesa? Pois, olhem, foi recentemente em visita oficial a Luanda com meia dúzia de acompanhantes num Falcon da FA. Pararam, à ida, em Acra para pernoitar, presumo que o Falcon não faz directo a Luanda, só pode. Pediu em seguida uma audiência ao Presidente angolano, uma audiência que este não lhe concedeu, não interessam para o caso as razões (ou será que interessam?). Sabe-se que a comitiva decidiu antecipar a vinda para Lisboa, mas em vez de voarem de Falcon, meteram-se num avião da South Africa Airways, quero crer que em turística. O Falcon, esse, pernoitou em Luanda e veio no dia seguinte… vazio. Eu por mim não quero ajudar a pagar esta viagem do senhor ministro. E vocês, ó contribuintes?

Será que é por estas e por outras que os nossos queridos representantes parlamentares querem diminuir as competências do PR em matéria militar?

Será que o consignado na nova proposta de RDM, prevendo a punição de militares na reserva e reforma, se destina também a impedir textos com este de serem publicados?

Tenente-coronel Piloto-aviador (reformado)

in Diabo14 de Julho de 2009

quinta-feira, julho 09, 2009

PREOCUPAÇÃO

Gripe A

Portugal regista dez novos casos nas últimas 24 horas


Portugal registou nas últimas 24 horas mais dez casos de gripe A, subindo para 71 os casos confirmados desta doença no país, de acordo com o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (CEPCD).

No relatório das 17:00 desta quinta-feira, o CEPCD avançava o registo de 200 novos casos registados na Europa nas últimas 24 horas, totalizando 11020 casos.

TSF Online 09 JUL 09 às 18:32


Ainda há pouco tempo Portugal registou o 1º caso confirmado de Gripe A e neste momento já vão em 71.

sexta-feira, julho 03, 2009

IMAGEM DA SEMANA

Se tomarmos como referência o Japão - um dos países mais desenvolvidos do mundo - em que no parlamento, de quando em vez, se assiste a cenas de pancadaria colossais entre os deputados, então estamo-nos a aproximar do nível de desenvolvimento nipónico. Digo eu.