terça-feira, março 29, 2011

CONTRADIÇÕES



A SOCIEDADE QUE PRETENDEMOS CONSTRUIR

“Amigos e companheiros:
Os resultados deste Congresso vêm-nos permitir dar resposta às contradições e desigualdades da sociedade portuguesa, que ontem enunciei.
O programa aprovado torna mais clara e mais precisa a proposta que nos compete fazer ao Povo Português. Partindo da situação real em que o País se encontra, propomo-nos iniciar a construção de uma sociedade socialista em liberdade. Este é, na verdade, o objectivo que, pela via social-democrática, nos propomos atingir.
A passagem da sociedade baseada no lucro e na exploração para a sociedade da igualdade na liberdade será feita através de reformas sucessivas e irreversíveis e dar-se-á quando e nos termos que a população democraticamente definir.
O socialismo democrático que defendemos é garantia de que será o Povo a construir a sociedade em que quererá viver, pondo ele próprio em prática os grandes ideais do Socialismo e da Democracia: Liberdade, Igualdade e Solidariedade. Estes ideais são resultado da convergência do Humanismo, do Cristianismo e da Filosofia ocidental, das lutas das classes trabalhadoras, do pensamento socialista reformista e do combate contra todas as formas de opressão. Desta convergência, bem como do carácter original dos partidos sociais-democráticos, que foram durante anos partidos da classe operária antes de se transformarem em partidos de todo o Povo, resultam os valores da Comunidade e da Pessoa que, no Socialismo Democrático, se fundem em síntese harmoniosa.
Será, pois, a via social-democrática que nos vai permitir dar resposta às esperanças do Povo Português; construiremos, de acordo com a sua vontade e adaptando-se às suas características próprias, uma sociedade nova onde não haja exploração nem opressão.”

Francisco Sá Carneiro
http://www.institutosacarneiro.pt/archive/doc/volume_tres.pdf

XL

PORTUGUESES NOTÁVEIS

domingo, março 27, 2011

A NOSSA GUERRA


O MUNDO NÃO ESTÁ MAIS PACÍFICO!






O mundo tem cada vez mais pessoas e essas pessoas estão cada vez mais e melhor informadas e esclarecidas acerca da realidade que as rodeia, local e mundialmente, quer por acesso cada vez maior ao ensino (o negócio do ensino é já o 3.º mundial em volume de facturação), quer por via do acesso à internet, etc.
Esta realidade social conflitua com outra realidade – quem detém o grosso dos negócios no mundo, são as mesmas famílias, há já muitos anos e sabem que se cederem um pouco desses negócios e poderes, abrem caminho para a democratização e igualdade social. Isto é: “Quanto mais eu distribuir, menos tenho!”
Isto não é um discurso Marxista, é um discurso realista e o mundo pode preparar-se para uma cada vez maior repressão, por parte dos governos, e uma cada vez maior contestação social popular.
Aliás, começa já a ser banal este tipo de contestações nas ruas de todo o planeta.
Bem-vindos à “Nova Ordem Mundial” e ao dealbar da Guerra-civil Mundial!

sexta-feira, março 25, 2011

CACIQUES - "AVIS FALAGUEIRENSIS"


Cacique - nome masculino
1.         Chefe político que dispõe dos votos dos eleitores de uma localidade
2.         Chefe (entre os indígenas) de várias regiões da América
(Do aruaque do Haiti cachique, «chefe político», pelo cast. cacique, «id.»)

Cacique - s. m.
1. Chefe mexicano antes da conquista.
2. Chefe de índios independentes.
3. Fig. Trunfo político que dispõe dos votos da sua localidade.
4. Bras. Ave do Amazonas.

Vou falar de caciques.
Não dos chefes indígenas nem das aves do Amazonas.
Não vou também falar dos caciques portugueses em geral, como os “Majoris Valentonnus”, “Bimbus Costanidius”, “Fátimas Felgueirensis” e outros/as.
Vou falar de alguns caciques de uma determinada zona do país e que eu denomino de “Avis Falagueirensis”.
Estes espécimenes, tal como todos os outros caciques em Portugal, têm um pensamento ideológico e uma prática política iguais e o seu “Modos Operandi” consiste no seguinte; conquista-se o poder com base numa causa social, política, etc., e a partir daí nunca mais se o larga e tudo vale para a sua manutenção; desde a prática inverosímil de chantagem, tipo: “eles comem criancinhas ao pequeno-almoço”, à acção mais directa, de mandar opositores e críticos, “Badamerda”. Estas “Avis Falagueirensis”, tal como todos os outros caciques, arrogam-se de portadores de todo o Bem, contra os “malfeitores” que os querem derrubar do seu “pedestal”.
O cacique nacional, começa normalmente a escalada pelo poder, como dirigente num ou mais clubes desportivos ou numa qualquer colectividade de bairro, mas depressa alcança a presidência da Junta de Freguesia e /ou uma eleição como edil camarário. E acumula todos estes cargos, o “coitado”!
O cacique é eleito por um determinado partido político, mas se este não o tornar a apoiar, candidata-se por outro. É o “espírito de sacrifício pela população” que a isso o obriga.
Eu conheço duas destas “Avis Falagueirensis”, uma era um comunista fervoroso, outra era um UDP, igualmente fervoroso. Ambos são edis eleitos pelo PS. Mas não haja confusões! É o “espírito de sacrifício pela população” que os comanda!
Estas “Aberraciones Socialis”, passam a vida a queixar-se que estão cansados de exercer os cargos que ocupam e que prejudicam as suas vidas privadas e familiares e que não há ninguém que os substitua, mas na realidade não largam a “MAMA” que os alimenta, por nada desta vida.

Portugal sofre muito deste tipo de patologia social, acima descrita e esta é uma das razões do nosso atraso civilizacional (económico, social, etc.) relativamente aos países mais desenvolvidos da Europa. Nestes outros países (desenvolvidos), estes caciques deixaram de existir, devido à acção e decisão eleitoral dos povos, populações, associados, etc., que decidiram e decidem não se deixar governar por este tipo de gente. Mas isso é em países desenvolvidos.
Em Portugal não sei se e quando estas “Aberraciones” deixarão alguma vez de existir.

quinta-feira, março 17, 2011

2007


A justiça criminosa
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa e Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Bragaparques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusavam, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.

Clara Ferreira Alves

quarta-feira, março 16, 2011

ISLÂNDIA


Islândia: o Governo demitiu-se, o povo não quis mais do mesmo, o país saiu da bancarrota, pelo próprio pé.

"Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma "esquerda" liberal de substituição igualmente dispensada de "responsabilidades" porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos "revolucionário": a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do povo por outra sociedade.
Quando retumba na Europa inteira a cólera dos povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população."

In http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la
Desde Sábado, 27 de Novembro, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular.
As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-comunistas) e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-Ministro."

terça-feira, março 15, 2011

O QUE ESTAVA MESMO A FAZER FALTA


Governo baixa IVA aplicado ao golfe para seis por cento

14.03.2011 - 14:01 Por PÚBLICO
Os campos de golfe deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de seis por cento, em vez dos 23 por cento que estavam a ser aplicados desde o início do ano, no quadro do Orçamento do Estado (OE) para 2011, revelou o Negócios.

O QUE NÃO FEZ FALTA NO EGIPTO