domingo, abril 30, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LIX

Adolf Hitler - Suicidou-se a 30 de Abril de 1945
É, contudo, por via eleitoral e com apoio parlamentar que consegue atingir o poder, começando imediatamente a colocar em prática uma política repressiva, quer contra os partidos de oposição (são abertos os primeiros campos de concentração para internar comunistas e social-democratas) quer contra os seus correligionários que lhe disputavam a liderança (assassinato de destacados dirigentes das SA na chamada Noite das Facas Longas). Ao mesmo tempo, em nome da pureza da raça ariana, Hitler enceta uma política de purificação eugénica, programando e executando uma campanha de eliminação física de deficientes mentais e outros "inúteis" e "anormais" e dando início a uma política persecutória destinada a exterminar os judeus, que são privados dos seus direitos e bens, expulsos dos seus lares, concentrados em ghettos e por fim executados em massa em campos de extermínio sob a alçada das SS, num Holocausto que virá a causar seis milhões de mortos aproximadamente.
A política externa hitleriana caracteriza-se por uma grande agressividade e conduz a uma guerra mundial que alastrou a quase toda a Europa, a parte da África setentrional e à Ásia (em conjugação com operações dos seus aliados italianos e japoneses, que com a Alemanha assinaram um pacto político-militar designado como Eixo anti-Komintern). Durou a guerra quase seis anos (1939-1945), saldando-se pela destruição completa ou quase completa de vastas regiões, pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas (os países mais afectados pela hecatombe foram a própria Alemanha e a URSS), terminando com a derrota de Hitler e dos seus aliados em todas as frentes de combate. Nos últimos dias do conflito no teatro de operações europeu, com as tropas soviéticas às portas da capital do seu Reich (o Império que, segundo o próprio Hitler proclamava, deveria durar mil anos), sentindo a derrota a aproximar-se inexoravelmente, suicida-se e o seu corpo é queimado por alguns dos seus acompanhantes (Abril de 1945). A Alemanha render-se-á pouco depois.

FDS - Imagens do Século XX - LVIII

Adolf Hitler - Suicidou-se a 30 de Abril de 1945
Dirigente da Alemanha nazi, nasceu na Áustria em 1889 e só se naturalizou alemão em 1932, mas desenvolveu toda a sua actividade política na sua pátria adoptiva. Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial, na frente ocidental, ferido e condecorado; desmobilizado, participaria nas acções dos Freikorps (Corpos Francos) organizados por elementos militares para reprimir as actividades dos esquerdistas que, causticados pelas dificuldades surgidas da guerra perdida e galvanizados pelo exemplo da revolução soviética (embora não comungassem de todos os ideais dominantes na Rússia revolucionária), procuravam fazer triunfar a revolução na Alemanha.
Ainda sob a orientação dos seus mentores militares, integra-se num pequeno partido de extrema direita, onde rapidamente ascende a posições de direcção, vindo a transformá-lo no Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (nazi é a abreviatura consagrada do nome alemão do partido), utilizando-o, mercê de uma oratória demagógica, vibrante e exaltada, para divulgar uma ideologia revanchista, baseada na ideia de uma derrota provocada por uma "punhalada nas costas" desferida por agentes de uma conspiração fantasiosa de plutocratas, judeus e bolchevistas, ao mesmo tempo que apregoa a necessidade de reerguer a nação alemã e de purificar a raça ariana e conquistar um "espaço vital" por onde esta se pudesse expandir. As suas ideias fundamentais foram explicitadas num livro escrito na prisão, após uma tentativa frustrada de golpe - o Mein Kampf (A Minha Luta), que se torna um guia ideológico e de acção para os seus partidários, primeiro dentro e depois fora da Alemanha.A acção dos seus partidários, organizados em milícias próprias (as SA), cedo se caracteriza pela violência contra os partidos de esquerda e os sindicatos e contra a minoria judaica, transformada em bode expiatório de todos os males da nação alemã gravemente afectada por uma séria crise económica e social.

sábado, abril 29, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LVII

1991 - EUA

Parada de Boas-Vindas em NY, ao soldados Norte-americanos após a "Guerra do Golfo". Uma mulher que quebra o protocolo, festeja efusivamente com um soldado.
The Associated Press Ltd

FDS - Imagens do Século XX - LVI

1949 - China
Implantação "diplomática" do regime comunista na China. Um elemento das forças do Kuomintang em acção, em Shangai.
Corbis UK Ltd

quarta-feira, abril 26, 2006

"Foi para Isto?" - II

"Apito Dourado": Valentim Loureiro diz que vai processar o Estado por "perdas e danos".

Evidentemente! Então o homem tem alguma culpa? Toda a gente sabe que este país só tem um criminoso e está devidamente preso, o Vale e Azevedo. Tudo o resto são "Anjinhos".
Já agora, quando é que afinal, as crianças envolvidas no processo "Casa Pia" são presas?

Triste Data

Tchernobil, 20 anos.

A ferida do acidente ainda está aberta, a começar pelos seus efeitos. A explosão do reactor 4 da central nuclear de Tchernobil, localizada na Ucrânia, dia 26 de Abril de 1986, lançou uma nuvem radioactiva sobre vários países da Europa. A maior parte precipitou- se sobre a Bielorrússia, Ucrânia e Rússia.

"Foi para isto?"

Vale a pena ouvir, às quartas-feiras na TSF. Por agora é só “linkar” no título.

José Pedro Gomes além de óptimo actor, é um excelente crítico social. Hoje na sua crónica da TSF, analisa o mau exemplo dado por alguns deputados da Nação e conclui com o seguinte slogan: “E foi para isto que se fez o 25 de Abril?”

terça-feira, abril 25, 2006

Tinha eu 8 anos

A Ditadura Militar instituída em 28 de Maio de 1926 deu origem ao Estado Novo idealizado e gerido por Salazar. Afastado este do poder, por doença incapacitante, a chefia do governo é entregue a Marcello Caetano que, entre outros problemas por resolver, herda uma guerra colonial em três frentes, sem solução militar à vista. Cansados da guerra, os militares profissionais encetam movimentações, acabando por encarar como única saída o derrube do regime pela força.Será o Movimento das Forças Armadas (MFA) que irá desencadear uma revolta militar em grande escala, conseguindo derrubar o regime sem o emprego da força e sem causar vítimas. Na noite de 24 para 25 de Abril, duas estações de radiodifusão lançam para o ar duas canções que irão adquirir um simbolismo particular (E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho, que soa como uma despedida do governo marcelista, e Grândola, Vila Morena, interpretada pelo poeta banido José Afonso, um conhecido opositor do regime, canção esta que transporta uma mensagem de conteúdo democrático ao evocar a vilazinha de Grândola, onde "o povo é quem mais ordena"), desencadeando as operações militares, superiormente coordenadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho.
Dois momentos de tensão se registam em Lisboa, ambos protagonizados por um jovem capitão de Cavalaria, Salgueiro Maia - um encontro com um destacamento de blindados obediente ao Governo, que por pouco não redunda em acção de fogo, mas que se resolve quando as tropas envolvidas se colocam às ordens de Salgueiro Maia; outro, horas mais tarde, quando o mesmo oficial manda abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR no Carmo, como forma de "persuadir" Marcello Caetano, que acaba por se render ao General António de Spínola, com medo de que o poder "caísse na rua".

segunda-feira, abril 24, 2006

Serviço Público - III

LISTA DOS DEPUTADOS "BALDAS"

PS
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Galamba
Ceia da Silva
José Junqueiro
José Lello
Maria Carrilho
Matilde Sousa Franco
Ricardo Freitas
Deputados que faltaram à votação
Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho
PSD
Deputados que faltaram à reunião plenária
Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa
Deputados que faltaram à votação
Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos
Carlos Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra
CDS-PP
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Pires de Lima
Pedro Mota Soares
Deputados que faltaram à votação
Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas
Lista enviada por e-Mail.

domingo, abril 23, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LV - O "Campo da Morte Lenta"

Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.
Criado pelo Estado Português em 23 de Abril de 1936.