quinta-feira, maio 17, 2007

quarta-feira, maio 16, 2007

50 - Real Virtualidade


49 - Realidade Virtual? - No tempo em que havia SMO (Serviço Militar Obrigatório)

De entre as centenas de cartas que chegam, todos os meses, à mesa do Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, aqui estão algumas das consideradas mais caricatas.

"Exmo. Sr.
Vimos por este meio solicitar a dispensa do nosso filho Joel do cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, visto que este se vai casar no mês que vem com um amigo de infância de nome André, numa cerimónia a realizar em Estocolmo, visto que a lei do nosso país ainda não autoriza os casamentos homossexuais. Estamos muito orgulhosos e felizes pelo nosso menino e aproveitamos, desde já, para convidar sua excelência para o copo de água a realizar após o casamento no restaurante do Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Manteigas."

"Exmo. Sr.
O meu nome é Carlos Sampaio, tenho 20 anos e fui convocado para apresentação no Quartel de Santarém no próximo dia 14 para início do cumprimento do Serviço Militar Obrigatório. Lamento informar que tal não será possível, pois encontro-me presentemente a exercer as funções de Presidente da República do estado insular de Kiribati, no Oceano Pacífico.
Mal acabe o meu mandato, irei, imediatamente para Santarém para cumprir com as minhas obrigações militares. Aguardo resposta."

"Exmo. Sr.
Com o maior respeito, sugiro-lhe que vá trabalhar, que é o mesmo que eu faço para sustentar a minha mãe (viúva e desempregada) e o meu irmão menor de idade.”

"Exmo. Sr.
Lamento informar que não poderei cumprir o Serviço Militar Obrigatório porque sou um espião extraterrestre do planeta Zkylon, galáxia de Moombatha VIII, enviado à Terra para avaliar qual a capacidade de resistência dos terrestres a uma possível invasão. Como é óbvio, se fizesse parte de um dos vossos exércitos, ficaria a par de quase todos os pormenores e isso não seria muito justo. Sou um desportista e gosto de dar hipótese aos meus adversários."

"Exmo. Sr.
Fui convocado para cumprir o Serviço Militar Obrigatório, o que muito me apraz. Escrevo-lhe esta carta para comunicar que sou analfabeto e ouvi dizer que as Forças Armadas não querem analfabetos nas suas fileiras. Aguardo resposta."

"Exmo. Sr.,
Lamento informar que não poderei cumprir o Serviço Militar Obrigatório pois sou completamente louco. Atenciosamente, AAAAAAAAAAARGGGHHH!!!!"

"Exmo. Sr.,
Li recentemente num Edital afixado na Junta de Freguesia de Corroios que estou convocado para cumprimento do Serviço Militar Obrigatório.
Infelizmente, não poderei deslocar-me ao Quartel de Elvas no próximo dia 27 de Julho, pois encontro-me a residir numa montanha no interior de Papua-Nova Guiné."

"Exmo. Sr.
É com profundo pesar que comunico a minha indisponibilidade para o cumprimento do Serviço Militar Obrigatório visto que faleci há três meses e encontro-me em adiantado estado de decomposição. Creio que a minha companhia não seria apreciada pelos meus camaradas."

Exmo. Sr.,
Venho por este meio transmitir-lhe que não poderei cumprir o Serviço Militar Obrigatório porque não me apetece e porque tenho mais que fazer."

terça-feira, maio 15, 2007

48 - Organização Europeia das Associações Militares

Organização Europeia de Militares critica Governo português

Os soldados portugueses estão insatisfeitos com o Governo português e queixam-se de falta de «diálogo social», segundo um comunicado emitido hoje pela Euromil, a Organização Europeia de Associações Militares, com sede em Bruxelas.
«Direitos dos Soldados Portugueses abaixo dos padrões europeus», titula o documento, que acrescenta «soldados europeus protestam por os direitos dos seus camaradas portugueses serem ainda mais afectados por uma nova proposta legislativa do Governo».
DD/Lusa 11-05-07

segunda-feira, maio 14, 2007

47 - "Este é o país"

Este é o país onde o primeiro-ministro é acusado pelo maior partido da oposição de ter um projecto de poder pessoal. Este é o país onde a direita, com o seu espaço político ocupado pelos socialistas, no caso do Continente, ou pelo populismo de Alberto João Jardim, no caso da Madeira, faz um discurso insurrecto. Este é um país onde a capital Lisboa está paralisada há praticamente um ano, refém de tacticismos tanto à esquerda como à direita. Este é o país onde se vão fazer duas eleições para a capital no prazo de dois anos, como se a lei eleitoral funcionasse mais como empecilho do que como uma forma de melhor regular a gestão das câmaras. Este é um país onde as OPAs hostis têm uma morte lenta mas segura, como se o mercado não funcionasse e fosse preciso fazer um requerimento administrativo para as lançar. Este é o país que tem um dos partidos comunistas mais fortes da Europa mas que parece agachado perante Sócrates. Este é um país com três canais de televisão generalistas, com um deles na posse do Estado, ou seja debaixo da tutela do PS, e outro nas mãos do grupo socialista Prisa, dirigido pelo socialista Pina Moura. Este é um país onde muitas elites se deleitam com Espanha e só tem olhos para um futuro ibérico, sob a batuta de Madrid. Este é um país onde estão a ser sacrificados direitos e liberdades a bem do equilíbrio financeiro e do crescimento económico, ou seja a bem da Nação, como dizia Salazar. Este é um país que tem sindicalistas reformados compulsivamente por delito de opinião. Este é um país com os nervos à flor da pele, onde uns odeiam Sócrates e outros o idolatram, admirando a tortura que ele faz da Função Pública. Este é o país onde um primeiro-ministro telefona seis vezes para um jornal para impedir a publicação de uma notícia. Este é um país onde os assessores se sentem cada vez mais senhores das consciências dos jornalistas. Este é o país onde a independência do Ministério Público e do poder judicial estão ameaçados. Este é o país que a pretexto do combate ao "jornalismo de sargeta" quer atacar a liberdade de imprensa. Este é o país que vai investigar a licenciatura do engenheiro Sócrates...
A ver vamos.

in Semanário
Segunda-Feira, 14 de Maio de 2007

E, acrescento eu, este é o país que castiga militares por exigirem o cumprimento da Lei e o país que tem um “Processo Casa Pia”, cujo desfecho nunca mais se vislumbra quiçá por estar implicada grande parte da classe política dominante durante vários anos, onde até o nome do actual Presidente da Assembleia da República já foi proferido.

quarta-feira, maio 09, 2007

46 - Afinal somos grandes!


Portugal vai controlar espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia


Estes países fazem parte da NATO mas não têm meios de defesa.
SIC Online - 09-05-07

quarta-feira, maio 02, 2007

45 - LEGO


44 - Sociedades - civil e militar

É estranho verificar que a sociedade lusa não valoriza o papel dos seus militares. Tanto mais que, na última década, a estrutura sofreu um notável processo de internacionalização, assumindo várias missões em todo o mundo.
Quando conversamos sobre o que o país tem de melhor, sobre aquilo que um número cada vez maior de mulheres, homens e empresas faz bem, falamos de quê? Numa série de colunas essenciais para um país cujos passatempos favoritos parecem ser duvidar de si e dizer mal de tudo e de todos, Nicolau Santos tem neste semanário vindo a chamar a atenção para o papel inovador de uma série de empresas portuguesas em sectores extremamente competitivos a nível internacional - vestuário, -software-, «design», têxteis, engenharia de moldes, cortiça, calçado, telemóveis, soluções tecnológicas para empresas globais, vinhos, medicina regenerativa, centros comerciais, louças de porcelana, construção de caiaques e energias alternativas.
E de que é que não falamos? Acima de tudo não falamos de alguns sectores das Forças Armadas. Esta omissão é estranha. E é também o resultado de uma série de acontecimentos que já está a ter fortes consequências na maneira como a maioria da sociedade olha para os seus militares. Começando pelo primeiro ponto. Tal como muitas das empresas mais inovadoras do país, as Forças Armadas conheceram um fortíssimo processo de internacionalização nos últimos dez anos. Durante esses anos, milhares de militares portugueses participaram em inúmeras missões, algumas delas bastante difíceis, na Europa, África, Médio-Oriente e Ásia. O treino, preparação e execução destas missões tem vindo a ter um enorme impacto numas Forças Armadas cuja principal missão hoje em dia é cada vez mais ajudar Portugal a exportar segurança. Tal como as empresas referidas por Nicolau Santos, algumas unidades extremamente coesas e com grande espírito de corpo das nossas Forças Armadas têm provado ser muito competentes nesta difícil e ingrata actividade. No ano passado, a competência e a ambição política levaram Portugal a acompanhar os seus aliados europeus no envio e no substancial reforço de contingentes militares em dois países com uma enorme história de violência – Líbano e Afeganistão.
Por que é que esquecemos isto? Acima de tudo porque, apesar de toda a retórica, a maioria dos decisores políticos e da nossa sociedade não está realmente interessada em prestigiar a instituição militar. As elites nacionais tendem a não ter o melhor interesse por questões militares e olham para as Forças Armadas com suspeita e incompreensão. O resultado? Um país que acabou de assumir importantes compromissos militares em zonas instáveis e violentas, que precisa de discutir importantes e complexas questões estratégicas mas que está cada vez mais longe das suas Forças Armadas. Um país, finalmente, que parece acreditar que a guerra e a violência foram abolidas pela história e pela economia e que acha que o destino das Forças Armadas é ser uma espécie de Cruz Vermelha ou de escuteiros mais ou menos musculados.
Como Geoffrey Wheatcroft relembrou no ‘International Herald Tribune’ do dia 16 («Shifting the Burden of War»), nós não estamos sós. O distanciamento das elites inglesa e norte-americana em relação aos seus militares é também cada vez maior. Os governos e os parlamentos dos países da riquíssima e próspera área euro-atlântica, que pedem cada vez mais aos seus militares, estão cheios de pessoas sem experiência militar e sem filhas e filhos nas Forças Armadas. No meio disto, muitos militares continuam a lidar com questões de vida e de morte. Temos vindo a esquecer isto. Mais tarde ou mais cedo, o preço a pagar pelo nosso desinteresse e esquecimento será muito elevado.

Miguel Monjardino, in Expresso, 28 de Abril de 2007

terça-feira, maio 01, 2007

43 - 1.º de Maio

Wal-Mart é acusada de violar leis trabalhistas nos Estados Unidos

(…) O grupo utiliza várias estratégias consideradas ilegais para criar um clima de medo entre os cerca de 1,3 milhões de trabalhadores que emprega nos Estados Unidos. O estudo da Human Rights Watch foi baseado em entrevistas com 41 trabalhadores do grupo Wal-Mart, gerentes, advogados trabalhistas e líderes sindicais, entre 2004 e 2007. A ONG também informou que analisou vários casos contra a Wal-Mart, relacionados com violações de leis trabalhistas norte-americanas.

E depois temos a China, mas aí não se trata de Direito Laboral, trata-se de Direitos Humanos!

42 - Ironia - Não se percebe!

Não se percebe a razão do encerramento da Universidade Independente!

É que, como se "demonstrou", está muito mais à frente que qualquer outra universidade.
Vejamos:
Está aberta nas férias do Verão;
Passa diplomas aos Domingos;
Aceita candidatos sem documentação comprovativa das habilitações, confiando na boa fé dos candidatos (princípio humanista);
Maximiza a potencialidade científica dos seus docentes, ao colocá-los a reger 4 cadeiras (ao mesmo tempo que o regente é assessor no mesmo Governo onde um dos alunos é Secretário de Estado);
Permite que uma mesma pessoa, num só ano, faça duas licenciaturas;
Convida os seus antigos alunos, que nunca conheceram, a ir dar aulas para lá;
Estabelece planos de curso pessoais "ad-hoc", sem os documentar, obviamente para poupar nos custos do papel e impressão;
Possibilita a apresentação de teses finais sem que as mesmas fiquem guardadas no arquivo a ocupar espaço e recursos;
Forma alunos que, no futuro, ascendem a primeiros-ministros.
Como justificar o encerramento de uma universidade assim, cujo mal é, pelos vistos, confiar nas pessoas, poupar nos custos e maximizar os seus recursos?
Não se percebe ou até se percebe muito bem a razão que motiva o encerramento da UNI?
Texto enviado por correio electrónico.