sexta-feira, novembro 17, 2006

Mundo - III - Renovação

França: Ségolène Royal é a candidata socialista às eleições presidenciais.

Provavelmente a próxima Presidente de França.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Mundo - II - Nova Esperança

Bush demite Rumsfeld. A histórica vitória democrata nas eleições intercalares de terça-feira acabou de fazer a primeira vítima republicana.

Esta pode ser uma boa notícia para o Mundo!

terça-feira, novembro 07, 2006

Miséria - IV - Humanos?

Começou esta manhã, no Tribunal de Oeiras, o julgamento do caso Daniel Sanches, a criança que morreu vítima de maus-tratos no ano passado, em Caxias.

De acordo com a acusação, Daniel, um menino de seis anos, terá morrido depois de três dias de agonia na consequência de sevícias sexuais continuadas. O julgamento esteve marcado para o passado dia 24 de Outubro, mas foi adiado depois da juíza-presidente ter dispensado os jurados substitutos. O Ministério Público pediu, por isso, a nulidade da sessão. O ex-namorado da mãe de Daniel é acusado de crime de abuso sexual agravado e na forma continuada. Incorre numa pena de 6 a 15 anos de prisão. A mãe é acusada de maus-tratos de pessoa incapaz, por omissão e na forma continuada, crime punido com prisão de 3 a 10 anos.
Os arguidos ainda não foram condenados, mas caso se confirme a acusação; 6 a 15 anos?

domingo, novembro 05, 2006

FDS - Líderes do Século XX - XXXVIII - Sá Carneiro

Francisco de Sá Carneiro

Político e advogado português, nasceu a 19 de Julho de 1934, no Porto e morreu a 4 de Dezembro de 1980, em Camarate, Loures. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Confronto e director da Revista dos Tribunais. Foi deputado independente da conhecida Ala Liberal entre 1969 e 1973. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, Sá Carneiro foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (PPD), ficando a presidir aos seus destinos. Fez parte do governo provisório entre Maio e Junho de 1974. Líder do Partido Social-Democrata (PSD), nova designação do PPD, e em conjunto com o Centro Democrático Social (CDS) e o Partido Popular Monárquico (PPM), constituiu, em 1979, a Aliança Democrática (AD), que venceu as eleições intercalares, ascendendo por esse motivo a chefe do governo. Sá Carneiro obteve a maioria absoluta nas eleições legislativas de 1980, vindo a falecer nas vésperas das eleições presidenciais, num desastre de aviação. Este desastre ainda não está esclarecido. Subsistem duas hipóteses: uns defendem a tese de atentado, outros defendem a de acidente. Sá Carneiro publicou, entre outras, as obras Uma Tentativa de Participação Política (1971), Ser ou não Ser Deputado (1973), Por uma Social-Democracia (1975), Autoridade Democrática e Social-Democracia (1975) e Uma Constituição para os Anos 80, Contributo para Um Projecto de Revisão (1979).
© 2004 Porto Editora, Lda.

FDS - Líderes do Século XX - XXXVII - Thatcher

Margaret Thatcher

Personalidade da política britânica, nasceu em 1925, em Grantham, Lincolnshire. Na Universidade, estudou Química e Direito. No início dos anos 50 fez a sua entrada na política, assumindo-se como um elemento destacado da ala direita do Partido Conservador. Foi eleita pela primeira vez para o Parlamento em 1959.
Depois de ter a seu cargo a pasta da Secretaria de Estado da Educação (1970-1974), tornou-se líder do Partido Conservador, em 1975. A vitória nas eleições de 1979 elevou-a à posição de primeira-ministra. Ocupou o cargo de 1979 e 1990, sendo eleita para três mandatos consecutivos. Em consequência, é reconhecida como uma das figuras mais marcantes da cena política internacional dos anos 80.
Adepta de uma política de rigor orçamental e de uma intervenção reduzida do Estado na economia, diminuiu a despesa pública e praticou uma política de austeridade, tendo como fim reduzir a inflação. Em contrapartida, o desemprego triplicou. A popularidade de Thatcher só aumentou quando em 1982 mandou, com êxito, tropas inglesas para as Ilhas Malvinas para impedir que estas fossem ocupadas pela Argentina. Esta vitória assegurou a sua reeleição em 1983.
O segundo mandato ficou marcado pela histórica greve dos mineiros (1984-1985), que terminou com a derrota dos grevistas, embora tivesse abalado o Governo; por uma firme política monetária e por uma série de privatizações; no plano externo, pelo vincar da posição britânica no seio da NATO e pela resistência a determinadas políticas da Comunidade Económica Europeia. Em 1984, Thatcher escapou por pouco a uma bomba do IRA, que explodiu durante um congresso partidário.
Nova vitória eleitoral em 1987 tornou-a no único político do Reino Unido desde há mais de século e meio eleito por três vezes consecutivas para o cargo de primeiro-ministro. Começou entretanto a ficar isolada no próprio Partido Conservador. Em virtude da crescente oposição interna, renunciou em 1990 à liderança do partido e ao seu lugar no Governo, sendo substituída por John Major. Tendo sido feita baronesa pela rainha Isabel II, a sua actividade política passou a desenvolver-se na Câmara dos Lordes.
© 2004 Porto Editora, Lda.

FDS - Líderes do Século XX - XXXVI Juan Carlos

D. Juan Carlos

Monarca espanhol, de nome completo Juan Carlos Alfonso Victor María de Borbón y Borbón, nasceu a 5 de Janeiro de 1938, em Roma, filho de D. Juan de Borbón y de Battenberg, Conde de Barcelona, e de D. Maria Mercedes de Borbón-Dos Sicilias e neto de Afonso XIII. Em 1931, devido à proclamação da República em Espanha, a família real tinha abandonado o país, tendo ido viver para Itália, onde o futuro rei acabaria por nascer, sete anos mais tarde.
Com apenas dez anos, foi para Espanha estudar sob a tutela de Francisco Franco e em 1955 iniciou a sua instrução militar, em escolas do exército, da marinha e da força aérea. Em 1961 concluiu os estudos superiores em áreas jurídico-políticas na Universidade Complutense de Madrid. D. Juan Carlos casou em 1962 com a princesa Sofia da Grécia, com quem teve três filhos: a Infanta D. Helena, nascida em 1963, a Infanta D. Cristina, nascida em 1967, e o Príncipe Felipe, nascido em 1968.
Em 1969, o então chefe de Estado Francisco Franco aponta D. Juan Carlos como seu futuro sucessor, mas com o título de rei. Este ascendeu ao trono espanhol a 22 de Novembro de 1975, dois dias depois da morte de Francisco Franco. Dois anos depois, em 1977, algum tempo após D. Juan Carlos ter declarado a sua intenção de restaurar a democracia no país, foram realizadas eleições, as primeiras desde 1936. Uma vez aprovada a Constituição de 1978, em que ficou decidida a monarquia parlamentar, D. Juan Carlos cedeu a muitos dos seus poderes. Em 1981 tornou-se o primeiro rei espanhol a visitar as Américas e o primeiro monarca a visitar oficialmente a China.
Foi, desde sempre, uma figura importante no desenvolvimento das boas relações com os países latinos, o que levou ao aparecimento das Conferências Ibero-americanas, tendo sido realizada a primeira em 1991, no México.
Presidente honorário da direcção do Instituto de Cervantes, recebeu vários doutoramentos Honoris Causa de várias universidades, quer espanholas quer estrangeiras.
© 2004 Porto Editora, Lda.

sábado, novembro 04, 2006

Mundo - Antítese Harmonia / Poder


Acerca de do mundo conturbado em que vivemos, devo dizer que não estou particularmente preocupado com o destino da humanidade.
Pode parecer um excesso de optimismo mas creio que não. Vejamos, a espécie humana, desde a “Lucy” até hoje, já passou por muitos e diversos momentos terríveis e conturbadíssimos e nunca claudicou, desde alterações extremas de climas (glaciações) a alterações radicais de tecnologias e sistemas sociais: a Revolução Industrial (aplicação de novas tecnologias) por exemplo, criou rupturas económicas e sociais que conduziram às 1.ª e 2.ª Guerras Mundiais.
Com a queda do Muro de Berlim, parecia que o mundo ficaria desproporcionalmente equilibrado e a hegemonia do poder político ficaria por conta dos EUA. Erro crasso. Porque por um lado a espécie humana não gosta de hegemonias e por outro lado, existia já um grupo latente de países e povos (uns sob domínio, outros em guerra com) que assim que se libertaram das amarras Soviéticas, iniciaram instantaneamente uma luta pelo poder, nomeadamente no mundo Islâmico (1.º para definir um país ou um líder actual do Islão, 2.º para dominar o mundo). Também é verdade que neste contexto surgiu uma nova forma de luta -efectuada com atentados cirúrgicos e bastante simbólicos, tentando condicionar psicologicamente todos os cidadãos ocidentais (infiéis) – como prova disso, toda a gente diz mal de Bush, mas muito poucos ousam sequer comentar as ideias de Bin Laden – o terrorismo globalizado.
E é disto mesmo que se trata mais uma vez, a Luta pelo Poder e por muito que aparentemente possa parecer, não há interesse de ninguém em provocar o caos mundial, porque no caos ou na anarquia, ou não manda ninguém ou existem grupos (múltiplos) muito pequenos de mandantes (líderes) locais e quem deseja o poder, deseja-o de uma forma o mais abrangente possível – Bin Laden afirma que deseja um mundo livre dos EUA mas governado pelo Islão. E para que tal aconteça, não pode ser um mundo onde impere o caos.
Portanto, partindo desta premissa (de que todos os contendores de uma guerra, ou buscam, ou defendem o Poder), não acredito que alguém queira disparar a 1.ª arma nuclear, até porque continua a ser verdade que, quem o fizer sabe que morre a seguir. Provavelmente, até já teria havido hipótese de deflagrar um engenho nuclear em NY, mas no dia seguinte muito pouco restaria de toda a zona Pérsica.
E mesmo que uma nova ordem mundial seja criada, a Islâmica por ex. também nunca conseguirá ser hegemónica, haverá sempre um contra poder e os terroristas de amanhã serão os filhos e os netos dos poderosos de hoje.
Mas a espécie humana continuará! E continuará a sua odisseia, sempre em busca do PODER!

Ironias - LXXXVIII - Comunismo Chinês

Hoje (02-11-06) às 19.00 horas a TSF noticiava o resultado de um estudo divulgado, contra a vontade da China, durante a conferência Sino Africana, que decorre por estes dias.
O estudo conclui que dos três mil (3000) chineses mais ricos, 90% são filhos e familiares dos dirigentes daquele país.

Agora concluo eu ironicamente. O comunismo Chinês é uma coisa boa. Pelo menos para os dirigentes do PC Chinês e seus familiares!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - XVIII - Sina Nacional

O Tribunal de Castelo de Paiva absolveu hoje os seis arguidos do caso da queda da ponte de Entre-os-Rios - quatro engenheiros da ex Junta Autónoma de Estradas (JAE) e dois de uma empresa projectista - dos crimes de negligência e violação das regras técnicas de que vinham acusados.

Há quem diga que foram bem absolvidas, porque não eram estas, as pessoas que deviam estar no banco dos réus.
O que é certo é que “A morte saiu à rua” em Entre-os Rios, com grande responsabilidade da irresponsabilidade humana e a Culpa morreu mesmo solteira. "Tiro o chapéu" ao único humano decente em todo este processo, um Coelho (Jorge).

SINAIS - XVI - Regresso ao Passado

OCDE: Portugal novamente país de emigrantes.

Portugal registou nos últimos três anos uma diminuição no número de entradas de imigrantes e um aumento das saídas de portugueses para países europeus, revelou esta quinta-feira o responsável pelos dados nacionais no relatório da OCDE.

Ou seja: importámos subdesenvolvimento (mão-de-obra baratíssima) e estamos a exportar a classe média.
Eis o proto Brasil da Europa!