domingo, novembro 05, 2006

FDS - Líderes do Século XX - XXXVII - Thatcher

Margaret Thatcher

Personalidade da política britânica, nasceu em 1925, em Grantham, Lincolnshire. Na Universidade, estudou Química e Direito. No início dos anos 50 fez a sua entrada na política, assumindo-se como um elemento destacado da ala direita do Partido Conservador. Foi eleita pela primeira vez para o Parlamento em 1959.
Depois de ter a seu cargo a pasta da Secretaria de Estado da Educação (1970-1974), tornou-se líder do Partido Conservador, em 1975. A vitória nas eleições de 1979 elevou-a à posição de primeira-ministra. Ocupou o cargo de 1979 e 1990, sendo eleita para três mandatos consecutivos. Em consequência, é reconhecida como uma das figuras mais marcantes da cena política internacional dos anos 80.
Adepta de uma política de rigor orçamental e de uma intervenção reduzida do Estado na economia, diminuiu a despesa pública e praticou uma política de austeridade, tendo como fim reduzir a inflação. Em contrapartida, o desemprego triplicou. A popularidade de Thatcher só aumentou quando em 1982 mandou, com êxito, tropas inglesas para as Ilhas Malvinas para impedir que estas fossem ocupadas pela Argentina. Esta vitória assegurou a sua reeleição em 1983.
O segundo mandato ficou marcado pela histórica greve dos mineiros (1984-1985), que terminou com a derrota dos grevistas, embora tivesse abalado o Governo; por uma firme política monetária e por uma série de privatizações; no plano externo, pelo vincar da posição britânica no seio da NATO e pela resistência a determinadas políticas da Comunidade Económica Europeia. Em 1984, Thatcher escapou por pouco a uma bomba do IRA, que explodiu durante um congresso partidário.
Nova vitória eleitoral em 1987 tornou-a no único político do Reino Unido desde há mais de século e meio eleito por três vezes consecutivas para o cargo de primeiro-ministro. Começou entretanto a ficar isolada no próprio Partido Conservador. Em virtude da crescente oposição interna, renunciou em 1990 à liderança do partido e ao seu lugar no Governo, sendo substituída por John Major. Tendo sido feita baronesa pela rainha Isabel II, a sua actividade política passou a desenvolver-se na Câmara dos Lordes.
© 2004 Porto Editora, Lda.

FDS - Líderes do Século XX - XXXVI Juan Carlos

D. Juan Carlos

Monarca espanhol, de nome completo Juan Carlos Alfonso Victor María de Borbón y Borbón, nasceu a 5 de Janeiro de 1938, em Roma, filho de D. Juan de Borbón y de Battenberg, Conde de Barcelona, e de D. Maria Mercedes de Borbón-Dos Sicilias e neto de Afonso XIII. Em 1931, devido à proclamação da República em Espanha, a família real tinha abandonado o país, tendo ido viver para Itália, onde o futuro rei acabaria por nascer, sete anos mais tarde.
Com apenas dez anos, foi para Espanha estudar sob a tutela de Francisco Franco e em 1955 iniciou a sua instrução militar, em escolas do exército, da marinha e da força aérea. Em 1961 concluiu os estudos superiores em áreas jurídico-políticas na Universidade Complutense de Madrid. D. Juan Carlos casou em 1962 com a princesa Sofia da Grécia, com quem teve três filhos: a Infanta D. Helena, nascida em 1963, a Infanta D. Cristina, nascida em 1967, e o Príncipe Felipe, nascido em 1968.
Em 1969, o então chefe de Estado Francisco Franco aponta D. Juan Carlos como seu futuro sucessor, mas com o título de rei. Este ascendeu ao trono espanhol a 22 de Novembro de 1975, dois dias depois da morte de Francisco Franco. Dois anos depois, em 1977, algum tempo após D. Juan Carlos ter declarado a sua intenção de restaurar a democracia no país, foram realizadas eleições, as primeiras desde 1936. Uma vez aprovada a Constituição de 1978, em que ficou decidida a monarquia parlamentar, D. Juan Carlos cedeu a muitos dos seus poderes. Em 1981 tornou-se o primeiro rei espanhol a visitar as Américas e o primeiro monarca a visitar oficialmente a China.
Foi, desde sempre, uma figura importante no desenvolvimento das boas relações com os países latinos, o que levou ao aparecimento das Conferências Ibero-americanas, tendo sido realizada a primeira em 1991, no México.
Presidente honorário da direcção do Instituto de Cervantes, recebeu vários doutoramentos Honoris Causa de várias universidades, quer espanholas quer estrangeiras.
© 2004 Porto Editora, Lda.

sábado, novembro 04, 2006

Mundo - Antítese Harmonia / Poder


Acerca de do mundo conturbado em que vivemos, devo dizer que não estou particularmente preocupado com o destino da humanidade.
Pode parecer um excesso de optimismo mas creio que não. Vejamos, a espécie humana, desde a “Lucy” até hoje, já passou por muitos e diversos momentos terríveis e conturbadíssimos e nunca claudicou, desde alterações extremas de climas (glaciações) a alterações radicais de tecnologias e sistemas sociais: a Revolução Industrial (aplicação de novas tecnologias) por exemplo, criou rupturas económicas e sociais que conduziram às 1.ª e 2.ª Guerras Mundiais.
Com a queda do Muro de Berlim, parecia que o mundo ficaria desproporcionalmente equilibrado e a hegemonia do poder político ficaria por conta dos EUA. Erro crasso. Porque por um lado a espécie humana não gosta de hegemonias e por outro lado, existia já um grupo latente de países e povos (uns sob domínio, outros em guerra com) que assim que se libertaram das amarras Soviéticas, iniciaram instantaneamente uma luta pelo poder, nomeadamente no mundo Islâmico (1.º para definir um país ou um líder actual do Islão, 2.º para dominar o mundo). Também é verdade que neste contexto surgiu uma nova forma de luta -efectuada com atentados cirúrgicos e bastante simbólicos, tentando condicionar psicologicamente todos os cidadãos ocidentais (infiéis) – como prova disso, toda a gente diz mal de Bush, mas muito poucos ousam sequer comentar as ideias de Bin Laden – o terrorismo globalizado.
E é disto mesmo que se trata mais uma vez, a Luta pelo Poder e por muito que aparentemente possa parecer, não há interesse de ninguém em provocar o caos mundial, porque no caos ou na anarquia, ou não manda ninguém ou existem grupos (múltiplos) muito pequenos de mandantes (líderes) locais e quem deseja o poder, deseja-o de uma forma o mais abrangente possível – Bin Laden afirma que deseja um mundo livre dos EUA mas governado pelo Islão. E para que tal aconteça, não pode ser um mundo onde impere o caos.
Portanto, partindo desta premissa (de que todos os contendores de uma guerra, ou buscam, ou defendem o Poder), não acredito que alguém queira disparar a 1.ª arma nuclear, até porque continua a ser verdade que, quem o fizer sabe que morre a seguir. Provavelmente, até já teria havido hipótese de deflagrar um engenho nuclear em NY, mas no dia seguinte muito pouco restaria de toda a zona Pérsica.
E mesmo que uma nova ordem mundial seja criada, a Islâmica por ex. também nunca conseguirá ser hegemónica, haverá sempre um contra poder e os terroristas de amanhã serão os filhos e os netos dos poderosos de hoje.
Mas a espécie humana continuará! E continuará a sua odisseia, sempre em busca do PODER!

Ironias - LXXXVIII - Comunismo Chinês

Hoje (02-11-06) às 19.00 horas a TSF noticiava o resultado de um estudo divulgado, contra a vontade da China, durante a conferência Sino Africana, que decorre por estes dias.
O estudo conclui que dos três mil (3000) chineses mais ricos, 90% são filhos e familiares dos dirigentes daquele país.

Agora concluo eu ironicamente. O comunismo Chinês é uma coisa boa. Pelo menos para os dirigentes do PC Chinês e seus familiares!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Cenas de um Equívoco com 800 e tal anos (também conhecido como Portugal) - XVIII - Sina Nacional

O Tribunal de Castelo de Paiva absolveu hoje os seis arguidos do caso da queda da ponte de Entre-os-Rios - quatro engenheiros da ex Junta Autónoma de Estradas (JAE) e dois de uma empresa projectista - dos crimes de negligência e violação das regras técnicas de que vinham acusados.

Há quem diga que foram bem absolvidas, porque não eram estas, as pessoas que deviam estar no banco dos réus.
O que é certo é que “A morte saiu à rua” em Entre-os Rios, com grande responsabilidade da irresponsabilidade humana e a Culpa morreu mesmo solteira. "Tiro o chapéu" ao único humano decente em todo este processo, um Coelho (Jorge).

SINAIS - XVI - Regresso ao Passado

OCDE: Portugal novamente país de emigrantes.

Portugal registou nos últimos três anos uma diminuição no número de entradas de imigrantes e um aumento das saídas de portugueses para países europeus, revelou esta quinta-feira o responsável pelos dados nacionais no relatório da OCDE.

Ou seja: importámos subdesenvolvimento (mão-de-obra baratíssima) e estamos a exportar a classe média.
Eis o proto Brasil da Europa!

FDS - Líderes do Século XXI - VII - Mahmoud

Mahmoud Ahmadinejad
Mahmoud Ahmadinejad (também escrito Ahmadinezhad) (persa: محمود احمدی‌نژاد; nascido em 28 de outubro de 1956) é o sexto presidente do Irão. Seu termo começou em 3 de Agosto de 2005. Mahmoud Ahmadinejad nasceu na cidade de Garmsar, no norte do país, o quarto de sete filhos de um ferreiro. Mahmoud e sua família migraram para Teerã quando ele tinha um ano de idade. Em 1975, ele ficou na 130ª posição nos exames nacionais para entrada na universidade. Então obteve seu diploma e foi aceito na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irão (علم و صنعت ایران) no campo de Engenharia Civil. Entrou na mesma universidade novamente em 1986 e obteve seu doutorado em 1987 no campo de Engenharia de Transportes.
Ahmadinejad foi o prefeito de Teerão de 3 de Maio de 2003 a 28 de Junho de 2005 quando foi eleito presidente. Ele é considerado por muitos como um conservador religioso com visões islamistas e populistas. Antes de se tornar prefeito Ahmadinejad foi professor na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã e engenheiro civil.
Politicamente, Ahmadinejad é membro do Conselho Central da Sociedade Islâmica de Engenheiros, mas ele possui uma base mais poderosa dentro da Aliança de Construtores do Irão Islâmico (também conhecido por Abadgaran), onde é considerado uma das principais personalidades. A aliança ficou dividida ao apoiar ele e Mohammad Bagher Ghalibaf no primeiro turno da eleição presidencial, e enquanto os membros do Conselho Municipal de Teerã apoiavam Ahmadinejad, os deputados parlamentares de Teerão apoiavam Ghalibaf.
Origem: Wikipédia

FDS - Líderes do Século XXI - VI - Kim

Kim Jong Il

Político norte-coreano, nascido em 1941, filho do líder comunista Kim Il-Sung. Kim Jong Il nasceu na Sibéria. Em 1973, foi nomeado para o Secretariado do Partido dos Trabalhadores, onde desempenhou funções de chefia no departamento de propaganda, vindo depois a ocupar postos no Comité Central e no Politburo. Em Outubro de 1980 foi nomeado oficialmente sucessor de Kim Il-Sung. Em 1990 assumiu a chefia das Forças Armadas e em 1994, após a morte de Kim Il-Sung, a chefia do Estado.
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FDS - Líderes do Século XXI - V - Osama

Osama Bin Laden

Líder terrorista do fundamentalismo islâmico, nascido em 1957, em Riade, na Arábia Saudita. Filho de uma família abastada ligada à construção civil, é um homem rico e poderoso. Segundo algumas versões da sua história, foi expulso do seu país por ter ligações a actividades anti-governamentais.
Bin Laden fez parte dos grupos treinados pela CIA para combaterem as tropas russas no Afeganistão nos anos 80. Após o afastamento do exército russo, Bin Laden e outros membros desses grupos voltaram-se contra os Estados Unidos da América. Bin Laden declarou Guerra Santa aos EUA que, segundo ele, pretende subjugar o mundo islâmico.
Bin Laden torna-se um líder poderoso do terrorismo fundamentalista islâmico. Al-Qaeda é o nome da sua organização, com raízes espalhadas pelo mundo.
Aquando da sua expulsão da Arábia Saudita, instala-se no Sudão, onde vive cinco anos, acabando por ser expulso de lá devido a pressões internacionais. É então que é recebido no Afeganistão pelo grupo fundamentalista Taliban.
É procurado pelos EUA, acusado de vários atentados: bombardeamento do World Trade Center (Nova Iorque) em 1993; assassinato de soldados norte-americanos na Arábia Saudita em 1996; bombardeamento das embaixadas norte-americanas na Tanzânia e no Quénia em 1998; e o pior atentado de todos contra o World Trade Center e o Pentágono em 2001.
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FDS - Líderes do Século XXI - IV - Omar

Muhammad Omar, o "Mullah"

O fundador do regime taliban, Muhammad Omar, nasceu em 1959, em Nodeh, no sul do Afeganistão, no seio de uma família humilde.
Quando tinha 20 anos, em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão e Omar refugiou-se com a família no Paquistão. Neste país fez estudos corânicos, mas antes de os terminar decidiu regressar ao seu país para combater os soviéticos. Foi recrutado pela Djihad, organização resistente aos soviéticos, e iniciou-se nas técnicas de guerrilha num centro controlado pela CIA, serviços secretos dos Estados Unidos da América, e pela secreta do Paquistão. Durante dois anos combateu os ocupantes soviéticos até que foi gravemente ferido e perdeu a vista direita. Regressou ao Paquistão e retomou os estudos.
Após a retirada dos soviéticos e a queda do regime comunista que governava o Afeganistão, em 1992 voltou a seu país de origem, afectado por uma guerra civil. Dedicou-se a apelar à oração e a ensinar o Corão, livro sagrado muçulmano, aos mais novos e, segundo o próprio relatou, em 1994 foi visitado pelo profeta Maomé. Ficou então incumbido de reunir os religiosos do Afeganistão e acabar com o terror, o crime, a anarquia e a imoralidade. Nasceu assim o regime taliban, um movimento fundamentalista destinado a fundar um Estado islâmico.
O regime chegou ao poder sob a liderança de Muhammad Omar, o "Mullah", que em 1996 foi nomeado por mais de mil religiosos o líder supremo dos Taliban, o comandante dos crentes, e impôs a sua lei. As mulheres passaram a ser proibidas de estudar e trabalhar e só podiam sair à rua se estivessem tapadas. Os homens foram obrigados a deixar crescer barba, entre outras regras rígidas.
Ainda em 1996, o regime taliban acolheu no Afeganistão a Al-Qaeda, rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden. Bin Laden e Muhammad Omar tornaram-se amigos e o líder da Al-Qaida converteu Omar à ideia da união entre os islamitas.
O regime de Muhammad Omar caiu em finais de 2001 após ataques norte-americanos contra o Afeganistão, seguidos do avanço das tropas da Aliança do Norte, oposição armada formada por uma dezena de grupos etnicamente diversos unidos pela necessidade de combater os Taliban.
Estes ataques surgiram na sequência dos atentados terroristas ocorridos em 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos da América.
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