sábado, setembro 09, 2006

FDS - Imagens do Século XX - LXXII - Tradutores

Novembro de 1985

Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan com os seus intérpretes/tradutores, numa reunião em Genebra, Suiça.
© David Burnett
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FDS - Líderes do Século XX - XVII - Isabel II de Inglaterra

Rainha Isabel II de Inglaterra – Coroação em 1947

Elizabeth Alexandra Mary Windsor, nascida em Londres a 21 de Abril de 1926, é a actual rainha e chefe de estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, bem como Rainha de Antígua e Barbuda, Groenlândia, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu.
É também a chefe da Comunidade Britânica (Commonwealth), Governante Suprema da Igreja da Inglaterra, Comandante-Chefe das Forças Armadas do Reino Unido e Lorde de Mann; ela reina com esses títulos desde a morte de seu pai, Rei Jorge VI em 6 de Fevereiro de 1952. Ela é actualmente a chefe de estado que está no poder há mais tempo na Europa, nas Américas, África e Oceânia, sendo a segunda no mundo, atrás apenas do Rei Rama IX da Tailândia.
Cerca de 125 milhões de pessoas vivem em países em que ela é chefe de estado. Seu reinado passou pelo governo de dez diferentes Primeiros-ministros. Ela é casada com Filipe, Duque de Edimburgo, e é mãe do príncipe herdeiro ao trono britânico, Carlos, Príncipe de Gales.

FDS - Líderes do Século XX - XVII - Jean Monnet

Jean Monnet (1888-1979)

Durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou em Londres como delegado do governo francês para coordenar a cooperação económica entre os aliados. Em 1919, participou na criação da Sociedade das Nações, da qual foi Secretário-geral adjunto.
Durante a Segunda Guerra Mundial presidiu ao Comité de Coordenação Franco--Britânico para a partilha dos recursos aliados. Retido em 1943, em Argel, com a sua pátria ocupada pelas tropas alemãs, Monnet semeou aí os seus ideais europeistas:
“Não haverá paz na Europa, se os Estados se reconstróiem sobre uma base de soberania nacional (...) Os países da Europa são demasiado pequenos para assegurar aos seus povos a prosperidade e os avanços sociais indispensáveis. Isto supõe que os Estados da Europa se agrupem numa Federação ou “entidade europeia” que os converta numa unidade económica comum”.
Quando acabou a guerra, foi nomeado Comissário do Plano de reconstrução e recuperação económica de França.
Em 1950, sugeriu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, a ideia de integrar a produção francesa e alemã de carvão e aço. A proposta oficial do Ministro, o Plano Schuman, levou finalmente à constituição da Comunidade Económica do Carvão e o Aço em 1952. O primeiro passo sério no caminho da unidade europeia. Monnet foi eleito presidente da Alta Autoridade que dirigiu a CECA.
A segunda parte do plano idealizado por Monet era muito mais ambiciosa e ia muito mais longe na integração e na unidade política: a Comunidade Europeia da Defesa (CED). O veto do parlamento francês em 1954 é visto como primeiro fracasso importante no processo da unidade e levou a que Monet renunciasse a ser reeleito à frente da CECA.
Imediatamente depois, continuou o seu trabalho e fundou em 1955 o “Comité de Acção para os Estados Unidos da Europa”, comité que foi finalmente dissolvido em 1975.
Em 1976, o Conselho de Chefes de Estado e Governo da CEE, reunido em Luxemburgo, decidiu outorgar-lhe o título de “Cidadão Honorário da Europa”.
EUROPA - O Portal da União Europeia

quarta-feira, setembro 06, 2006

Ironias - LXXVII - Difamação

APITO DOURADO
Valentim e João Loureiro escolheram árbitros para Boavista.
Valentim Loureiro e João Loureiro terão escolhido diversas vezes os árbitros para jogos do Boavista, a avaliar pelas novas escutas telefónicas recolhidas no âmbito do processo «Apito Dourado».

E depois? Com certeza que foram escolhidos pela sua isenção e integridade!
Isto é mais uma campanha difamatória. Toda a gente sabe sabe que se trata de indivíduos impolutos. E para provar que é tudo difamação, vejam-se o número de processos contra o Presidente do FCP, arquivados. Todos por falta de provas.

terça-feira, setembro 05, 2006

Casos de Sucesso Nacionais - XLVIII - Comunicação Social

Dra. Fátima Campos Ferreira
Uma óptima profissional que coordena e dirige um óptimo programa televisivo de informação pública, no canal 1 da televisão nacional.

Casos de Sucesso no Desporto Mundial - André Agassi

André Agassi
Uma grande carreira para um grande atleta. Foi emocionante ver o seu último jogo como tenista profissional e a forma como o público no "Arthur Ashe Stadium" dele se despediu.

segunda-feira, setembro 04, 2006

FDS - Líderes do Século XX - XVI - Ben Gurion


Ben-Gurion

Político e estadista judeu, David Ben-Gurion nasceu a 16 de Outubro de 1886, em Plonsk, na Polónia. O seu verdadeiro nome era David Gruen. Ben Gurion significa, em hebraico, "filho do leão". Com vinte anos, em 1906, emigra para a Palestina, animado pelo sonho da restauração da pátria judaica na região de origem, a Terra Prometida de Moisés. Todavia, em 1915, o governo turco desterrou-o sob a acusação de desenvolver actividades políticas. Vai então para os Estados Unidos da América, onde então organiza a Legião Judaica para combater junto dos Aliados durante a Primeira Guerra Mundial. O jovem Ben-Gurion combateu, por exemplo, no exército britânico, onde evidenciou uma grande coragem e denodo. Com a sua Legião, pôde regressar à Palestina em 1917, vencidos que foram os turcos.
Em 1920, criou a Histradut, uma confederação dos trabalhadores israelitas, preparando assim condições para a recepção efectiva de imigrantes judeus provenientes da Diáspora. Esta formação de carácter sindical - e política, no fundo - logo se tornou numa importante organização de luta em questões sociais, económicas e, sempre que necessário, de segurança. Dez anos volvidos, Ben-Gurion, com alguns dos seus correligionários, fundou o Mapai, partido político do qual foi secretário-geral até 1945. Em 1933, foi eleito presidente do Comité executivo da Agência Internacional Judaica. Entre 1947 e 1948 foi presidente do Conselho Nacional Judeu na Palestina.
Em 1939, os britânicos, de que a Palestina era um protectorado, limitaram a entrada de imigrantes judeus e a criação de colonatos (comunidades) judaicos na Palestina. Assim que acabava a Segunda Guerra Mundial, Ben-Gurion encabeçou a resistência judaica ao mandato britânico no território, coroada com a fundação do estado de Israel em Maio de 1948. Nessa época, foram milhares os judeus que imigraram para o recém-formado estado hebraico, formando inúmeros kibbutzim e moshav - colónias agrícolas - no deserto de Neguev, no sul do país. Ben Gurion considerava Israel o legítimo e perfeito herdeiro e continuador da história hebraica, que ele achava ter sido interrompida há cerca de dois mil anos, quando Tito e as suas legiões reprimiram violentamente, no ano 70 da nossa era, os hebreus que lutavam pela liberdade e destruiram mesmo o seu Templo de Jerusalém, para além de os expulsarem e obrigarem a uma diáspora milenar.
Ben-Gurion foi, em 1948, eleito chefe do primeiro governo de Israel, ocupando simultaneamente a importante pasta da Defesa. Foi um governante intransigente e duro, dirigindo o país de forma férrea. Uma das suas medidas mais duras foi a expulsão dos árabes da Palestina, conseguindo também repelir o primeiro ataque árabe. Num esforço de demarcação de posições e de afirmação territorial, manda em 1956 invadir a península do Sinai, mais tarde devolvida ao Egipto, aquando da paz israelo-egípcia. Depois desta primeira ofensiva árabe, Ben-Gurion conseguiu criar condições de progresso e desenvolvimento do país, para além de uma situação diplomática menos tensa. Esta fase de desanuviamento deve-se aos esforços de Ben-Gurion, em sintonia com outros estadistas vizinhos, de tentar iniciar um período de conversações no sentido de se criar um clima de paz no Médio Oriente.
Todavia, esta fase de abertura diplomática terá condicionado em parte a liderança de Ben-Gurion no Mapai e à frente dos destinos do país, pois demitiu-se do governo em Janeiro de 1961, regressando com novo gabinete entre Outubro desse ano e Junho de 1963, quando o seu próprio partido o obrigou a resignar. Em 1965, em rota de colisão irreversível com o Mapai, abandona o partido e vai para a oposição, formando um pequeno partido de orientação trabalhista com alguns antigos colaboradores.
Em Maio de 1970, o velho "leão" abandonava a vida política, retirando-se para um kibbutz no Neguev, onde começou a escrever as suas memórias. Antes, todavia, em plena política activa, era já um apaixonado pela escrita, tendo publicado, entre outros títulos, Israel at War (1951), The Restored State of Israel e Na Pátria Livre (1954), From Class to Nation (1955) e The Sinai Campaign (1959). A 1 de Dezembro de 1973, David Ben-Gurion morria em Tel Aviv.
© 2004 Porto Editora, Lda.

domingo, setembro 03, 2006

FDS - Líderes do Século XX - XV - Ho Chi Minh

Ho Chi Minh (político)

Ho Chi Minh, de seu verdadeiro nome Nguyên Tat Tanh, nasceu a 19 de Maio de 1890, em Kim-lieu, província de Nghe-An, e faleceu a 3 de Setembro de 1969, em Hanói. Foi o mais destacado e famoso político indochinês do século XX. Ho Chi Minh significa "Portador de Luz".
Em 1911, vai estudar para a França. Contacta aí com ideais socialistas e enquadra-os como suporte político da sua indómita e crescente intenção anticolonialista.
Em 1920, participa no Congresso de Tours, onde assimila e envereda por uma tendência comunista, apurada e consolidada politicamente num período de formação em Moscovo, entre 1923 e 1925.
É depois agente do Komintern e é enviado para a China, regressando a Moscovo depois da ruptura entre o Kuomintang e os comunistas.
Em 1930, funda o Partido Comunista Indochinês e, em 1941, o Vietminh, ou Liga Revolucionária para a Independência do Vietname, marcadamente orientada pela resistência aos ocupantes nipónicos.
Em Setembro de 1945, tem lugar a derrota e retirada japonesa do Vietname, então colónia da França. Ho Chi Minh proclama, nesse mês, em Hanói, unilateralmente a República Democrática do Vietname. A França impõe, consequentemente, o novo estatuto ao território: Estado Livre na União Francesa (Março de 1946).
Todavia, o representante da administração francesa no território, o comissário Thierry d'Argenlieu, acaba com o clima de paz no Vietname. A sua actuação potencia o descontentamento crescente da população e, em Dezembro de 1946, em Hanói, uma sublevação dá início à Guerra Indochinesa.
A 20 de Julho de 1954, Acordos de Genebra reconhecem a independência do Vietname do Norte, cujo presidente é Ho Chi Minh, que é também nomeado, em 1956, secretário-geral do PC vietnamita.
Ho Chi Minh fundamenta o poder comunista e lança uma série de medidas, como a Reforma Agrária. Apoia, igualmente, os comunistas e nacionalistas do Sul contra o regime de Diem e os seus aliados americanos, envolvendo-se numa guerra contra o regime de Saigão e os EUA, a cujo fim não assiste, pois morre em 1969, quatro anos antes do fim da guerra, vencida pelos seus.
© 2004 Porto Editora, Lda.

A Guerra Nunca Acaba - VI - Camboja

1990 Veteranos da Guerra civil no Camboja
© Lori Grinker

A Guerra Nunca Acaba - V - Libéria

1996 Veterano de guerra Liberiano
© Lori Grinker